Barcelona, Espanha — A inflação norte-americana de dezembro estará no centro das atenções nesta jornada, especialmente após um desempenho melhor que o esperado da economia dos Estados Unidos no quarto trimestre. Os investidores reforçam as apostas de que o Federal Reserve (Fed) poderia flexibilizar sua política monetária na reunião de 1º de fevereiro. O resultado do índice PCE, que retrata o consumo pessoal doméstico nos EUA, calibrará estas expectativas.
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As bolsas da Europa registravam ganhos modestos e, nos Estados Unidos, o ímpeto de compras se arrefece, com os futuros de índices norte-americanos recuando instantes atrás, ainda reverberando as previsões de vendas mais fracas da Intel neste ano. Na Ásia, o Nikkei e o Hang Seng de Hong Kong fecharam positivos. Os investidores continuam atentos aos desdobramentos e perdas das empresas do grupo Adani, atingido por denúncias de fraude pela Hindenburg Research.
Os prêmios dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos subiam há pouco, com prêmio a 3,552%. No mercado cambial, o dólar se valorizava ante outras divisas. Já o euro e a libra se depreciavam. O bitcoin recuava, assim como o ouro. Os contratos de petróleo WTI avançavam consistentemente.
→ O que move os mercados hoje
📈 Crescimento suave. O PIB dos EUA superou as expectativas no último trimestre de 2022 ao subir 2,9%, frente a uma alta de 3,2% no terceiro trimestre e estimativas do mercado de expansão de 2,6%. A desaceleração no confronto trimestral se justifica pelo enfraquecimento da demanda de consumidores, o que ainda referenda os temores de uma recessão.
💻 Vendas fracas. A queda no mercado de computadores pessoais atrapalhou o desempenho da Intel e levou a fabricante de chips a fazer uma das previsões mais sombrias de sua história, com vendas para este trimestre estimadas em no máximo US$ 11,5 bilhões, ante previsões de analistas de US$ 14 bilhões para o período.
🛍️ Consumo menor. O volume de compras com cartões Visa e Mastercard no último trimestre subiram menos que o previsto pelo mercado, sinalizando que os níveis históricos de inflação já afetam os gastos dos consumidores.
⛔ Limite à China. Devem ser concluídas ainda hoje as negociações entre Japão e Holanda para se unirem aos EUA e limitarem o acesso da China a máquinas avançadas de semicondutores, de acordo com pessoas consultadas pela Bloomberg.

🟢 As bolsas ontem (26/01): Dow Jones Industrials (+0,61%), S&P 500 (+1,10%), Nasdaq Composite (+1,76%), Stoxx 600 (+0,42%), Ibovespa (-0,08%)
O avanço dos índices acionários norte-americanos se apoiou nos ganhos do setor de tecnologia e da Tesla. A economia dos EUA superou as expectativas no último trimestre de 2022, apesar dos sinais de abrandamento dos gastos de consumo pessoal, o que poderia sugerir que os riscos de uma recessão continuam.
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Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• Feriado: China
• EUA: Índice de Preços PCE/Dez; Expectativa de Inflação e Confiança do Consumidor-Univ. Michigan/Jan; Vendas Pendentes de Moradias/Dez
• Europa: Zona do Euro (Massa Monetária/Dez, Empréstimos do Setor Privado); Espanha (PIB/4T22); Itália (Vendas na Indústria/Nov)
• América Latina: Brasil (Empréstimos Bancários/Dez); México (Balança Comercial/Dez)
• Bancos centrais: Discurso de Christine Lagarde (BCE)
• Balanços: Chevron, American Express, Colgate-Palmolive
📌 Para segunda-feira:
• Feriado (China); EUA (Índice de Atividade das Empresas-Fed Dallas/Jan); Zona do Euro (Confiança de Empresas e Consumidores/Jan); Alemanha (PIB/4T22); Espanha (IPC, Vendas no Varejo/Dez); Brasil (IGP-M/Jan, Balanço Orçamentário); Japão (Taxa de Desemprego/Dez, Produção Industrial/Dez, Vendas no Varejo/Dez); China (PMI/Jan, Lucro Industrial/Jan); Balanços (Ryanair, Whirlpool)








