Bloomberg Línea — Os mercados globais tentam se firmar no campo positivo nesta quinta-feira (20) enquanto repercutem balanços do terceiro trimestre nos Estados Unidos, incerteza econômica e a turbulência na política do Reino Unido.
No exterior, as bolsas, que operavam mistas mais cedo, viraram para alta mesmo após a primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, renunciar pela manhã - mas ainda tentavam sustentar alta no início da tarde.
Com apenas seis semanas no cargo – o governo mais curto da história do Reino Unido –, Truss foi pressionada por parlamentares do Partido Conservador depois do fracasso em discutir o orçamento do país. Ela teve que desistir do seu plano econômico que previa o maior corte de impostos em 50 anos, sem apontar como essa renúncia fiscal seria coberta.
Nos Estados Unidos, um início forte para a temporada de resultados corporativos tem reforçado o sentimento em relação às ações. Mas os investidores estão tendo que equilibrar os sinais de resiliência corporativa contra os temores sobre o impacto da inflação persistente e movimentos agressivos do Federal Reserve e de outros bancos centrais ao redor do mundo.
Nos dados mais recentes para análise dos formuladores de políticas do Fed, os pedidos de auxílio-desemprego caíram inesperadamente para uma mínima de três semanas, indicando uma demanda firme de mão de obra por trabalhadores, apesar das preocupações com a economia.
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego caíram em 12 mil, para 214 mil na semana encerrada em 15 de outubro, de acordo com dados do Departamento do Trabalho divulgados nesta quinta-feira (20). Pesquisa da Bloomberg News com economistas apontava para 233 mil novos pedidos.
Confira o desempenho dos mercados nesta quinta-feira (20):
- Por volta das 13h15 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 0,31%. aos 116.634 pontos;
- O dólar à vista recuava 1,14%, a R$ 5,21;
- Nos EUA, o Dow Jones avançava 0,34% e o Nasdaq, 0,37%, enquanto o S&P 500 operava em estabilidade
-- Com informações da Bloomberg News
-- Atualiza às 13h20
Leia também:
Gigante de private equity explica por que decidiu investir no Chelsea









