Bloomberg Línea — A semana começa fraca para os mercados acionários globais, em meio às crescentes preocupações sobre o aperto monetário que se espalha pela economia e pelos lucros das empresas.
Por aqui, o Ibovespa (IBOV) subia por volta das 10h15 (horário de Brasília), negociado na casa dos 116 mil pontos, enquanto o dólar recuava e era negociado abaixo dos R$ 5,20.
Nos Estados Unidos, os contratos futuros viraram para alta. Mais cedo, o futuro do Nasdaq 100 recuava, pressionado pelo setor de semicondutores após a decisão de Washington de restringir ainda mais o acesso da China à tecnologia dos EUA e sinais de desaceleração da demanda de chips no mundo todo.
Apesar dos ganhos, o clima geral permanece sombrio, à espera dos dados de inflação dos EUA de quinta-feira (13) e de uma série de balanços corporativos que darão início à temporada do terceiro trimestre. Uma leitura de inflação mais alta do que o esperado, somada aos fortes números do mercado de trabalho americano da semana passada, pode pressionar os formuladores de políticas para estender os aumentos de 75 pontos base para além deste ano.
O endurecimento das políticas do Federal Reserve está deixando os investidores desanimados com a próxima temporada de resultados. O JPMorgan (JPM) e o Citigroup (C) estão entre os grandes bancos que divulgarão seus números ainda nesta semana.
Sinais de uma nova escalada na guerra Rússia-Ucrânia também minaram o apetite ao risco, elevando o dólar em relação a outras moedas, enquanto os últimos esforços das autoridades britânicas para apoiar os mercados não conseguiram tranquilizar os traders da libra.
Na agenda doméstica, o relatório Focus, do Banco Central, voltou a reduzir a expectativa de inflação para 2022, mas parou de elevar as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
Confira o desempenho dos mercados nesta segunda-feira (10):
- Por volta das 10h15 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,29%, aos 116.715 pontos;
- O dólar à vista recuava 0,20%, a R$ 5,19;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 operava estável, a 11,53%;
- Nos EUA, os índices futuros subiam: o Dow Jones subia 0,40%, o S&P 500, 0,30%, enquanto o Nasdaq tinha ganhos de 0,18%;
- Na Europa, as bolsas também viraram para alta: o índice Dax, da Alemanha, por exemplo, subia 1,1%;
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