Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV), que avançava pela manhã, perdeu o folêgo nesta tarde e passou a operar entre perdas e ganhos diante das preocupações com o desempenho da economia global.
O sentimento permanece frágil depois que o Federal Reserve – na ata da última reunião – sinalizou que os aumentos nas taxas de juros continuarão de forma a conter a inflação, apesar de sinais de enfraquecimento da economia. Em Wall Street, as bolsas tinham alta, com exceção do índice Dow Jones, que oscilava.
Nos Estados Unidos, os pedidos de auxílio-desemprego caíram a 250 mil, abaixo dos 264 mil estimados pelo consenso da Bloomberg News. Os dados apontam para uma demanda de trabalho ainda saudável, à medida que as empresas tentam atrair e reter funcionários em meio à escassez de mão-de-obra.
Por aqui, ações de empresas ligadas ao petróleo avançam em uma sessão de ganhos para o petróleo. Os papéis de PetroRio (PRIO3), por exemplo, subiam cerca de 1%, por volta das 13h10 (horário de Brasília), enquanto os de 3R Petroleum (RRRP3) tinham alta de 1,8%.
Confira o desempenho dos mercados nesta quinta-feira (18):
- Por volta das 13h10 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,11%, aos 113.579 pontos;
- O dólar à vista tinha leve alta de 0,54%, a R$ 5,19;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 subia 9 pontos base, a 11,95%;
- Nos EUA, o Dow Jones cedia 0,08%, o S&P 500 subia 0,19%, enquanto o Nasdaq tinha alta de 0,29%;
- Na Europa, os índices subiam: o Dax, da Alemanha, por exemplo, tinha alta de 0,5%;
Cenário
Na ata da última reunião do Fomc, divulgada na quarta-feira à tarde (17), os formuladores de políticas dos EUA alertaram contra o aperto monetário excessivo e sinalizaram sobre o potencial de aumentos mais lentos dos juros em algum momento. Apesar disso, eles também sinalizaram o risco de as pressões inflacionárias se tornarem arraigadas.
Cautela continua sendo a palavra de ordem no momento, com mais pistas aguardadas no simpósio anual do Fed em Jackson Hole, Wyoming, na próxima semana.
Os contratos de swaps vinculados às datas das reuniões de política do Fed passaram a indicar probabilidades mais baixas de um aumento de 75 pontos base no próximo mês, em oposição a um movimento de meio ponto. As taxas estão no intervalo entre 2,25% e 2,50%.
As expectativas de um aperto mais lento da política monetária e um pivô para cortes no final do próximo ano já contribuíram para um salto de 12% nas ações globais em relação às baixas de meados de junho. A questão é se isso é muito otimista. Um cenário mais sombrio pode acarretar pressões de preços persistentes, forçando custos de empréstimos restritivos em meio a uma economia em contração.
*Matéria atualizada às 13h10 (horário de Brasília)
-- Com informações da Bloomberg News
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