Mercados têm sessão errática nos EUA com vaivém dos futuros de índices

Enquanto os contratos de índices norte-americanos oscilam entre ganhos e perdas, as bolsas europeias sobem e o Stoxx 600 tem sua maior alta desde 24 de junho

Conheça os eventos que vão orientar os investidores nesta terça-feira, 5 de julho
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Barcelona, Espanha — (Essa é a nota que atualiza e amplia a versão publicada originalmente às 6h35)

Os mercados acionários reproduzem o comportamento errático da sessão de ontem, tendo oscilado ganhos e perdas em poucas horas. O sentimento permanece frágil: as nuvens que sugerem a chegada de uma desaceleração econômica mundial pairam no ar.

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Os contratos indexados aos índices S&P 500 e Nasdaq 100 apresentavam ligeiras variações entre os campos positivo e negativo. Ao mesmo tempo, o índice europeu Stoxx 600 registrava seu maior ganho desde 24 de junho. As curvas de rendimento de dois anos e 10 anos dos EUA chegaram a se inverter antes da divulgação das atas da Reserva Federal (Fed). O dólar se apreciava pelo quarto dia consecutivo.

🧐 Nas entrelinhas da ata do Fed. O destaque do dia será a divulgação da minuta de política monetária do Federal Reserve (Fed). Com o informe, os investidores querem medir o grau de temor à escalada dos preços e como evoluem as diferenças entre os membros do Fed sobre até onde podem chegar com a alta dos juros.

O presidente do Fed, Jerome Powell, avisou que a instituição poderia aumentar os juros em 0,50 ponto ou até 0,75 ponto percentual na reunião de julho. Os comentários foram feitos em junho, depois que o Fed decidiu aumentar as taxas em 0,75 ponto, o maior acréscimo do custo do dinheiro desde 1994.

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A ata também deve fornecer pistas sobre a visão do Fed sobre a atividade econômica. Vários economistas de Wall Street reduziram suas previsões de crescimento para o segundo trimestre e a popular análise do Fed de Atlanta aponta para um retrocesso de -2,1% no PIB do segundo trimestre, frente a estimativas de +0,7% de uma semana atrás. Isso mesmo que o mercado de trabalho tenha se mantido forte.

🏦 Enquanto isso, no Reino Unido... Dois altos funcionários do Banco da Inglaterra (BoE) sinalizaram que estão preparados para aumentar as taxas a um ritmo mais rápido, se necessário, para evitar que a inflação se fixe, o que aumenta a evidência de que um movimento de meio ponto está sobre a mesa para a próxima reunião de política monetária.

O economista-chefe Huw Pill disse que a última orientação do BoE mostrou inclinação a acelerar seu ciclo de elevação dos juros, se necessário. Isto veio horas depois que o vice-governador Jon Cunliffe disse que o BOE “faria o que fosse preciso” para evitar que a inflação persistisse. Ele prometeu que os funcionários “agirão e agirão com força”.

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🦠 Novo isolamento? A alegria dos operadores com a reabertura da China não durou muito. Autoridades de saúde detectaram mais de 300 contágios esta quarta no norte do país. Dezenas de milhares de pessoas foram isoladas novamente. A rigorosa política de covid zero do país traz mais incertezas ao já nebuloso cenário macroeconômico.

🏭 Uma boa notícia. Os pedidos às fábricas na Alemanha surpreenderam positivamente. Subiram +0,1% em maio, enquanto os analistas aguardavam queda de -0,5%. Em abril, haviam cedido -2,7%. Porém, ainda que mostre um respiro, a avaliação é de que em junho deverão voltar a cair.

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Futuros nos EUA oscilam entre ganhos e perdas
🟢 As bolsas ontem: Dow Jones Industrials (-0,42%), S&P 500 (+0,16%), Nasdaq Composite (+1,75%), Stoxx 600 (-2,11%), Ibovespa (-0,32%)

As bolsas norte-americanas voltaram do feriado de 4 de julho com um desempenho misto, em meio a uma sessão volátil na qual os principais indicadores lutaram para encontrar uma direção. Os investidores pesam cada vez mais a possibilidade de uma recessão no país, talvez global, em meio a uma política monetária mais rígida por parte do Fed (e dos demais bancos centrais) para conter a inflação. Dados divulgados ontem mostraram que os pedidos de fábrica e de bens duráveis aumentaram mais do que o esperado em maio. Também guiaram a sessão as conversas entre autoridades dos EUA e da China para retirar ou reduzir as tarifas aduaneiras sobre produtos chineses.

Na agenda

Esta é a agenda prevista para hoje:

Estados Unidos: Ata do FOMC/Fed, Indicador PMI, ISM de serviços, Pesquisa JOLTS sobre o Mercado de Trabalho/Mai, Juros e Pedidos de Hipotecas MBA; Índice Redbook, Estoques de Petróleo Bruto Semanal - API

Europa: Zona do Euro (Projeções Econômicas, Vendas no Varejo/Mai); Alemanha (Encomendas à Indústria/Mai, PMI de Construção/Jun); Reino Unido (PMI de Construção/Jun, Empréstimos Garantidos por Hipotecas); Espanha (Produção Industrial/Mai)

América Latina: Brasil (Fluxo Cambial Estrangeiro); México (Investimento Fixo Bruto/Abr)

Bancos centrais: Reunião de política não monetária do Banco Central Europeu (BCE). Discurso de John Williams (FOMC/Fed) e Huw Pill (BoE)

📌 Para a semana:

• Quinta-feira: Informe do BCE sobre sua reunião política de junho. Christopher Waller e James Bullard, do Fed, se pronunciam. Relatório sobre os estoques de petróleo bruto do EIA

• Sexta-feira: Relatório de emprego dos EUA de junho. Discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde

(Com informações da Bloomberg News)