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Apple manterá produção de iPhone estável em mercado mais difícil

Grande atualização do aparelho, esperada para o segundo semestre, levou as estimativas do mercado a 240 milhões de unidade

Início do ano foi difícil para fabricantes de smartphones, mas Apple insiste em manter produção
Por Debby Wu
26 de Maio, 2022 | 01:27 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Apple (AAPL) planeja manter a produção do iPhone praticamente estável em 2022, uma postura conservadora em um ano cada vez mais desafiador para a indústria de smartphones.

A empresa pede aos fornecedores que montem cerca de 220 milhões de iPhones, aproximadamente o mesmo que no ano passado, de acordo com pessoas familiarizadas com as projeções, que pediram para não serem identificadas.

As previsões de mercado giram em torno de 240 milhões de unidades, impulsionadas por uma grande atualização esperada para o iPhone no outono do hemisfério norte. Mas a indústria de celulares teve um início de ano difícil e as estimativas de produção estão em baixa.

A pior inflação em décadas, a guerra na Ucrânia e a turbulência na cadeia de suprimentos ameaçam pesar nas vendas em 2022. A Strategy Analytics prevê que as remessas gerais de smartphones devem encolher até 2% em 2022, e a TrendForce rebaixou duas vezes sua previsão de produção para o ano inteiro nas últimas semanas. Analistas da IDC e da Bloomberg Intelligence preveem cerca de 240 milhões de iPhones para este ano.

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Apple aumenta salários e planeja manter a produção do iPhone praticamente estável em 2022, solicitando 220 milhões de unidadesdfd

A empresa com sede em Cupertino, Califórnia, não quis comentar as perspectivas, que podem mudar dependendo da economia e das restrições de oferta nos próximos meses. A Apple não divulga suas metas de produção e parou de divulgar quantos iPhones vende em 2019.

A Apple já avisou que problemas de fornecimento afetarão as vendas em US$ 4 bilhões a US$ 8 bilhões no trimestre atual, em grande parte porque os lockdowns pela covid atrapalharam as linhas de produção na China. E toda a indústria de tecnologia se prepara para uma desaceleração nos gastos do consumidor, à medida que os preços crescentes de combustíveis e matérias-primas aumentam os custos de itens essenciais do dia a dia.

O mercado de smartphones em geral teve um começo de ano difícil, com o número de remessas caindo 11% no primeiro trimestre, a pior queda desde o início da pandemia, há dois anos. A Xiaomi - a terceira maior fabricante de smartphones do mundo, atrás da Apple e Samsung - este mês divulgou seu primeiro declínio de receita trimestral.

A Apple aposta na demanda resiliente por seus dispositivos devido à sua base de clientes comparativamente mais rica e à força de seu ecossistema de software e serviços que impulsiona as vendas de hardware, segundo as fontes.

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