Bloomberg Línea — O tom de otimismo nos mercados globais é refletido na Bolsa brasileira nesta terça-feira (22), com alta do Ibovespa (IBOV) nesta tarde enquanto investidores digerem a ata da última reunião de política monetária do Banco Central.
Nela, a autoridade monetária reitera a perspectiva de aumento de um ponto percentual na Selic, para 12,75% ao ano, no próximo encontro, em maio, afirmando que está pronta para ajustar a intensidade do aperto monetário caso o cenário evolua desfavoravelmente.
“Com a perspectiva de alta de juros ainda no radar e levando em conta que commodities não devem cair de maneira relevante este ano, o Brasil se torna uma ‘saída’ para estrangeiros que buscam se proteger de inflação e capturar a alta de bens básicos. Neste sentido, devemos ver o real continuar a se apreciar no curto e no médio prazos, podendo reverter o movimento quando atingir suportes gráficos relevantes ou o processo eleitoral criar ruídos adicionais”, avalia André Perfeito, economista-chefe da Necton.
Por aqui, o dólar tinha mais uma sessão de queda, sendo negociado por volta dos R$ 4,90. O Ibovespa era puxado pelas ações de bancos, como Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4), por exemplo, que subiam até 2% por volta das 14h30 (horário de Brasília).
- Os papéis de empresas ligadas à tecnologia também subiam nesta terça, apesar do efeito negativo do aumento da taxa de juros no setor. É o caso das ações da fintech Banco Inter (BIDI11), Positivo (POSI3) e Locaweb (LWSA3), com ganhos entre 4% e 5,7%.
- A maior alta, contudo, partia dos papéis de Eneva (ENEV3), que subiam 6% após a companhia divulgar seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2021. No período, a empresa teve lucro líquido de R$ 489,4 milhões, uma queda de 28,4% em relação ao registrado um ano antes.
Do lado das perdas, as ações da Vale (VALE3) recuavam 2%, seguidas pelos papéis de siderurgia e mineração das empresas CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Metalurgia Gerdau (GOAU4), que cediam 1,5%, 1,2% e 0,5% na B3.
Confira o desempenho dos mercados nesta terça-feira (22):
- Por volta das 14h30 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha alta de 0,88%, aos 117.182 pontos;
- O dólar à vista tinha mais uma sessão de queda, com baixa de 0,12%, aos R$ 4,93;
- Entre os contratos de juros futuros, o DI para 2025 operava estável, aos 12,19%;
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Quadro internacional
Assim como na Bolsa brasileira, os papéis de grandes bancos puxavam as bolsas americanas nesta terça. Os investidores seguem repercutindo os comentários do presidente do Federal Reserve Jerome Powell, na véspera, de que poderá acelerar a alta de juros se for necessário.
Na semana passada, o Fed elevou a taxa de juros nos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, para um intervalo de 0,25% a 0,50% – no primeiro aumento de juros em quase quatro anos.
- Nos EUA, o índice Dow Jones subia 0,76%, o S&P 500 avançava 1,01%, enquanto o índice da Nasdaq tinha alta de 1,59%;
- Na Europa, o movimento também era de alta: o índice Dax, da Alemanha, subiu 1,02%, enquanto o CAC-40, de Paris, teve alta de 1,17%
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