Bloomberg Línea — Em mais uma sessão volátil, os mercados operam de forma mista na tarde desta sexta-feira (11), com investidores ponderando o impacto da guerra na Ucrânia e das sanções contra a Rússia nas perspectivas de inflação e no crescimento econômico global.
No Brasil, o Ibovespa (IBOV) operava em queda nesta tarde, acompanhando a perda de fôlego em Wall Street.
Por aqui, as atenções seguem voltadas para o aumento dos preços das commodities, em meio a ações do governo para baixar os preços dos combustíveis. Ontem, a Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou um reajuste histórico de cerca de 19% para a gasolina e de 25% para o diesel nas refinarias, que começa a valer a partir desta sexta.
A medida gerou corrida aos postos de gasolina na quinta-feira por parte dos consumidores ao redor do país.
O petróleo volta a subir nesta sexta-feira no mercado internacional, com valorização da ordem de 2%: o tipo WTI estava negociado por volta dos US$ 109 o barril, enquanto o tipo Brent era negociado na casa dos US$ 112.
- O Ibovespa (IBOV) tinha queda de 0,27%, por volta das 15h05 (horário de Brasília), negociado aos 113.465 pontos;
- No mercado de juros futuros, o movimento era de alta: o DI com vencimento em 2025, por exemplo, subia 21 pontos-base, a 12,43%;
- O dólar comercial tinha alta de 0,64%, aos R$ 5,05;
- O Bitcoin (BTC) tinha queda de 1,63%, a US$ 38.687;
Lideravam as altas do índice nesta sexta as ações de Telefônica Brasil (VIVT3) e CSN Mineração (CMIN3), com ganhos de 3,4% e 1,8%.
Já as maiores baixas partiam de MRV (MRVE3) e Méliuz (CASH3), com baixas de 10,1% e 6%, respectivamente.
Na agenda de indicadores domésticos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 1,01% em fevereiro, acima da estimativa de 0,95% de analistas consultados pela Bloomberg.
O resultado, que é o maior para o mês desde 2015, acontece em um momento em que a invasão da Ucrânia pela Rússia eleva os preços globais das commodities e gera especulações de que o banco central aumentará sua taxa de juros acima do que o esperado.
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Cena externa
No âmbito internacional, o cenário ainda incerto levava a um sentimento misto dos mercados. Enquanto na Europa as bolsas fecharam em alta nesta sexta, nos Estados Unidos as perdas eram lideradas pela Nasdaq.
Os mercados globais estiveram no limite esta semana, com o agravamento da guerra na Ucrânia e com as sanções contra a Rússia alimentando temores de inflação e ameaçando minar o crescimento econômico.
Com as atenções voltadas para a reunião do Fomc na próxima semana, que irá decidir o rumo da taxa de juros nos EUA, os mercados oscilam entre a venda de ações, em meio às incertezas, e a compra de “pechinchas” na bolsa.
Se as decisões do Banco Central Europeu de quinta-feira servirem de guia, os formuladores de políticas podem priorizar a luta contra a inflação em detrimento da necessidade de apoiar a recuperação econômica.
- Na Europa, as bolsas fecharam em alta nesta sexta. O índice Dax, da Alemanha, subiu 1,59%, enquanto o Stoxx 600 avançou 1,07%;
- Nos EUA, o índice Dow Jones subia 0,21% por volta das 15h05 (horário de Brasília), o S&P 500 recuava 0,40%, enquanto o índice da Nasdaq tinha queda de 0,9%;
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