Barcelona, Espanha — Os desdobramentos bélicos e a reação da Rússia à enxurrada de sanções e vetos que vem recebendo têm posição de destaque na pauta. A volatilidade e o nervosismo nos mercados crescem à medida que o conflito Rússia-Ucrânia se intensifica. A Rússia avisou que continuará sua operação militar na Ucrânia até que seus objetivos sejam alcançados.
As tropas russas se movem lentamente em um grande comboio em direção à capital, Kiev. O prefeito de Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, disse que áreas residenciais estão sendo bombardeadas no que chamou de “uma guerra para destruir o povo ucraniano”.
🔴 O impacto da notícia nos mercados é visível. Os futuros de índices dos Estados Unidos, que no começo da manhã operavam em alta, mudaram de rumo, seguindo pelo mesmo caminho que as bolsas europeias vêm trilhando desde a abertura. Empresas de serviços públicos, fabricantes de automóveis e ações de viagens lideram uma queda de mais de 1% no índice europeu Stoxx 600. Os recursos básicos eram os únicos avançar, refletindo o rali nos preços das commodities. Destaque para a Bayer AG, que entregou um balanço positivo, mas alertou que o conflito na Ucrânia representa um risco para suas perspectivas.
Os bônus soberanos ganham, com o Treasury de 10 anos com valor de face superior a US$ 101 e os investidores pedindo um yield menor, de 1,74%. A busca por refugio levava os títulos soberanos em toda a Europa a uma alta, com o rendimento do título alemão de 10 anos caindo até oito pontos base e os spreads nas notas periféricas se alargando. O petróleo subia à medida que os traders equilibravam a possível liberação de estoques de emergência versus os temores de perturbações nas exportações de energia da Rússia.
📊 Macro importante
Além do desenlace da crise geopolítica, o mercado jogará muita luz sobre dados macroeconômicos e pronunciamentos de lideranças de bancos centrais, a fim de encontrar pistas sobre a estratégia monetária, sobretudo quanto aos juros.
Hoje sai uma bateria de índices PMI ao redor do globo, que permitirão medir a temperatura das economias. Nos Estados Unidos também se divulga o índice ISM do setor de manufatura. O indicador está situado em um bom nível, 57,6 pontos e os analistas esperam ainda uma ligeira melhora na medição de fevereiro.
🏦 Ansiosos por sinais do Fed
Mas o que o mercado mais anseia é o pronunciamento, amanhã, do presente do Federal Reserve (Fed) Jerome Powell. Indicará se a invasão russa à Ucrânia alterará a estratégia do banco central - fim da recompra de ativos, balanço patrimonial e, sobretudo, velocidade e intensidade dos aumentos dos juros?
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🟢 As bolsas ontem: Dow (-0,49%), S&P 500 (-0,24%), Nasdaq (+0,41%), Stoxx 600 (-0,09%), Ibovespa (bolsa fechada por feriado)
As bolsas americanas fecharam majoritariamente em baixa no quinto dia da invasão da Ucrânia, ainda que menos pronunciada do que a indicada ao longo da sessão. No mês, os três principais índices dos EUA fecharam com perdas superiores a 3%,repetindo a tendência do mês de janeiro. Ontem, o governo de Vladimir Putin reagiu às sanções emitidas pelo Ocidente: proibiu todos os residentes russos de transferir moeda estrangeira para o exterior, inclusive para a dívida externa.
Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• Feriado no Brasil e na Argentina
• PMIs Industriais e de Serviços do países como EUA, Canadá, Japão, China, Itália, França, Alemanha, Zona do Euro, Reino Unido
• Europa: Reino Unido (Aprovações de Hipotecas, Crédito ao Consumidor), Alemanha (Índice de Preços ao Consumidor - Prévia de Fevereiro)
• América do Norte: EUA (Índice ISM de Manufatura/Fev; Índice Redbook; Gastos de Construção/Jan, Discurso do presidente Joe Biden); Canadá (PIB 4T21)
• Bancos Centrais: Decisão sobre a política monetária do BC da Austrália Pronunciamentos de Michael Saunders e Mann (BoE)
• Balanços: Salesforce, Target
📌 E para amanhã:
• Europa: Alemanha (Taxa de desemprego/Fev), Zona do Euro (CPI flash/Fev);
• EUA: Empregos ADP/Fev;
• Bancos Centrais: Decisão de política monetária do Banco do Canadá. Federal Reserve divulga o seu Livro Bege, o presidente do Fed Jerome Powell faz seu testemunho semestral ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara. Pronunciamentos de Charles Evans e James Bullard (Fed), Joachim Nagel (BCE), Philip Lane e Silvana Tenreyro (BoE)
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-- Com informações de Bloomberg News









