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Mercados

Petróleo: Rali esfria após EUA e aliados analisarem liberação de estoques

Os futuros em Nova York foram negociados perto de US$ 95, perdendo mais de US$ 3 em relação à alta do dia

Petrolero
Por Alex Longley e Julia Fanzeres
28 de Fevereiro, 2022 | 12:22 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O petróleo reduziu o ritmo de alta após relatos de que os EUA e seus aliados estão considerando liberar cerca de 60 milhões de barris de petróleo bruto de estoques de emergência para conter os temores de fornecimento em meio a sanções crescentes contra a Rússia.

Os futuros em Nova York foram negociados perto de US$ 95, perdendo mais de US$ 3 em relação à alta do dia, enquanto o contrato mais ativo do Brent esfriou de forma semelhante para menos de US$ 100. Os preços dispararam mais cedo na abertura do mercado depois que o Ocidente desencadeou uma série de sanções destinadas a barrar alguns bancos russos das finanças globais em resposta à presença contínua na Ucrânia.

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As nações ocidentais concordaram no fim de semana em excluir alguns bancos russos do sistema de mensagens bancárias Swift. As reservas estrangeiras do banco central russo também foram alvo. Em um sinal sobre até que ponto os governos estão dispostos a pressionar o Kremlin, a BP Plc (BP) decidiu se desfazer de sua participação na gigante petrolífera Rosneft PJSC, o que teria um impacto financeiro de até US$ 25 bilhões.

“É uma enorme quantidade de petróleo que tem o potencial de ser liberada”, disse Jeff Currie, chefe de pesquisa de commodities do Goldman Sachs Group Inc. (GS), em entrevista à TV Bloomberg.

A invasão da Ucrânia pela Rússia abalou os mercados de energia, metais e grãos, ampliando a pressão inflacionária sobre a economia global que já enfrentava custos crescentes. Pelo menos dois dos maiores bancos estatais da China estão restringindo o financiamento para compras de commodities russas, assim como o Société Générale SA (SCGLY) e o Credit Suisse Group AG (CS).

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Embora as sanções não tenham como alvo nenhum dos suprimentos de energia da Rússia, alguns clientes interromperam as compras da bandeira Urals, enquanto os compradores asiáticos estão tentando garantir mais acesso ao petróleo do Oriente Médio.

Diante desse cenário voláti, a Opep+ enfrenta uma tarefa mais complicada do que o normal quando se reunir na quarta-feira para discutir a política de fornecimento para abril. Apesar da invasão, o cartel provavelmente manterá seu plano de aumentar gradualmente a produção de petróleo, segundo os delegados. O grupo também terá que levar em conta a paralisação de parte da produção iraquiana.

Preços

  • O West Texas Intermediate (WTI) para abril subia US$ 3,71 para US$ 95,30 por barril às 10h15 em Nova York (12h15 em Brasília);
  • Brent para liquidação de abril, que expira na segunda-feira, subia US$ 2,81 para US$ 100,74 o barril;
  • O contrato de maio mais ativo subia 3,6%.

A destruição da demanda é a única coisa que pode impedir que o petróleo suba mais depois que restrições adicionais foram desencadeadas na Rússia, de acordo com Goldman. O banco elevou sua previsão de um mês para o Brent de US$ 95 para US$ 115 o barril, com chance significativa de subir mais se houver uma nova escalada das tensões ou interrupções mais longas no fornecimento.

A Rússia bombeava 11,3 milhões de barris de petróleo por dia em janeiro, segundo dados da Agência Internacional de Energia. A AIE prometeu na semana passada ajudar a garantir a segurança energética global, enquanto a Índia disse que apoiaria iniciativas para liberar reservas de petróleo de emergência para ajudar a acalmar os preços.

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