Barcelona, Espanha — Os mercados norte-americanos voltam do feriado com motivos para uma abertura volátil e cautelosa. Os novos lances geopolíticos turvam ainda mais o cenário e vertem sérias dúvidas sobre a possibilidade de uma saída não militar para a conturbada relação entre Rússia e Ucrânia.
⬆️ As bolsas europeias apagaram a queda da abertura depois da divulgação do Indicador IFO sobre o clima empresarial, que mostrou a maior leitura desde julho de 2021. O indicador de fevereiro marcou 98,9 pontos, contra uma expectativa de 96,5 pontos e 96,0 da medição anterior.
⬇️ No mercado norte-americano, os futuros de índices seguiam em queda, embora a um ritmo menos pronunciado que o visto nesta manhã. Os prêmios dos títulos do Tesouro dos EUA oscilam de mais a menos e o risco de desabastecimento do petróleo pela Rússia forçava a uma alta dos preços do barril, que chegou a tocar os US$ 96 mais cedo.
A ameaça de novas sanções e de interrupção no fornecimento mantém os preços da energia elevados, com as cotações do gás natural subindo mais de 13%. O rublo se apreciava, depois de ontem ter caído à maior razão desde março de 2020.
Os investidores também monitoram as futuras investidas de política monetária dos Estados Unidos. A governadora Federal Reserve (Fed) Michelle Bowman sugeriu que um aumento de meio ponto percentual nas taxas de juros poderia estar sobre a mesa no próximo mês, caso as leituras recebidas sobre a inflação cheguem muito altas.
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🪖 Perigo iminente?
A Rússia reconheceu as autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk, regiões separatistas no leste da Ucrânia, o que abre um novo impasse nas negociações de paz mediadas pela Europa. Com isso, o governo russo quer legitimar sua autoridade e tutela sobre estas regiões. O Ministério da Defesa recebeu ordens de enviar o que a Rússia chama de “forças de manutenção da paz” para as zonas separatistas no leste da Ucrânia.A cartada russa aumenta ainda mais as tensões com o Ocidente. O governo dos EUA alertou que as tropas russas perto da Ucrânia sinalizam uma possível invasão, algo que o Kremlin procurou negar repetidamente.
🔴 A questão, agora, é se a Rússia optará por uma invasão militar ao território ucraniano ou se pisará no freio, temendo as sanções e o isolamento prometidos por Europa e EUA no caso de um ataque.
📊 Indicadores importantes na agenda
Tanto impasse pode ofuscar o brilho de dados macroeconômicos chave para conhecer o ritmo da atividade econômica. Além dos dados já conhecidos sobre a economia alemã, para hoje temos índices de confiança referentes aos EUA. Além disso, se espera uma melhora do indicador PMI do setor industrial norte-americano.
🟢 As bolsas ontem: Stoxx 600 (-1,30%), Ibovespa (-1,02%). Bolsas fechadas nos EUA por feriado.

Na agenda
Esta é a agenda prevista para hoje:
• EUA: (Índice de Preços de Imóveis/Dez; PMIs Industrial, de Serviços e Composto/Fev; Índice de Confiança do Consumidor do Conference Board/Fev); Índice de Manufatura do Fed de Richmond
• Europa: Alemanha (Indicador IFO sobre o clima empresarial/Fev); Reino Unido (Dívida Líquida do Setor Público/Jan)
• Japão: IPC-núcleo do Banco do Japão
• Bancos centrais: Pronunciamentos de Dave Ramsden e Elizabeth MacCaul (BoE) e Raphael Bostic (Fed)
• Balanços do dia: Home Depot, Meditronic, HSBC, entre outros
• Na América Latina: Brasil: Confiança do Consumidor (Fev), IPCA-15 (Fev); Argentina
📌 E para amanhã:
• EUA: Pedidos e Juros de Hipotecas MBA; Estoques de Petróleo Bruto Semanal API
• Europa: Zona do Euro (IPC-núcleo (Anual/Jan); Alemanha (Clima do Consumidor GfK/Mar); França (Pesquisa em Empresas/Fev)
• Bancos Centrais: Discursos de Frank Elderson (BCE) e de Andrew Bailey (BoE). Decisão de taxa de juros da Nova Zelândia
• Na América Latina: Brasil (IPCA-15/Fev; Transações Correntes/Jan; Investimento Estrangeiro Direto/Jan; Fluxo Cambial Estrangeiro); Argentina (Atividade Econômica/2021)
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-- Com informações de Bloomberg News









