Barcelona, Espanha — Última sessão do ano para a maioria dos mercados internacionais e também para o brasileiro. Mas desta vez o mercado norte-americano, cujas bolsas operarão normalmente na véspera do Ano Novo, não terá o seu respiro. Há pouco, os futuros de índices operavam com ligeiras variações positivas, dando sequência ao otimismo dos últimos pregões. Na Europa, o Stoxx 600 se mantém no azul, embora o FTSE 100 tenha oscilado do positivo ao negativo desde a abertura dos negócios.
O pano de fundo nos mercados é positivo. Mas depois de alguns dos principais índices acionários baterem novos recordes, não seria de se estranhar que os investidores embolsassem ganhos recentes, como o que tem acontecido esta manhã na praça londrina. O volume financeiro nos mercados é escasso, o que pode distorcer a oscilação dos ativos.
O rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos reduzia o ritmo de alta e voltava a se aproximar à média móvil dos últimos 50 dias, com um prêmio de 1,52%. O dólar, por sua vez, se apreciava e o minério de ferro estancou uma perda de três dias, situando-se acima dos US$ 120 por tonelada, amparado pela possibilidade da reposição de estoques por parte de mineradoras chinesas. Os preços do petróleo recuavam.
Embora o sentimento geral para 2022 seja de otimismo, enquanto 2021 se aproxima do seu fim os investidores contemplam os efeitos sobre a economia da rápida propagação da variante ômicron, a redução dos estímulos monetários pelos bancos centrais globais e a elevada inflação, sob ameaça constante dos gargalos nas cadeias de abastecimento. Os investidores se perguntam sobre o ímpeto de alta do mercado de renda variável em um ambiente que pode favorecer os ativos de renda fixa.
Ontem, nos Estados Unidos, o S&P 500 conquistou o 70º fechamento recorde do ano, com 0,14% de acréscimo e 4.793 pontos. O Dow Jones Industrial encerrou o dia com seu sexto avanço consecutivo, de 0,25% (36.488 pontos). Já o Nasdaq 100, referência de alta tecnologia terminou com 0,10% de baixa, aos 15.766 pontos. Na Europa, o FTSE 100 subiu 0,66%, representando a sua maior alta em 52 semanas.
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Amanhã ainda tem mais... Nos EUA
O mercado brasileiro se despede hoje de 2021. As bolsas no Reino Unido operam em meia jornada amanhã. Nos EUA, os mercados trabalharão normalmente amanhã, ainda que em esquema de plantão. Esta será a primeira vez em dez anos que Wall Street não fecha para o Ano Novo.
O motivo é uma controvérsia na interpretação da regra 7.2 da NYSE, segundo a qual a bolsa fecha na sexta-feira - ou na segunda-feira seguinte - se o feriado cai em um fim de semana, a menos que existam “condições comerciais inusuais, como o fim de um período contábil mensal ou anual”, como é o caso do fechamento de dezembro.
- Como era de se esperar, não há muitas referências macroeconômicas capazes de causar impacto nos mercados.Hoje será divulgado o Boletim Econômico do Banco Central Europeu (BCE), que refletirá as linhas marcadas pela autoridade monetária na sua última reunião, quando anunciou a redução dos estímulos de liquidez ao mercado. Porém, não se espera nenhuma mudança de tom no discurso.
- Nos Estados Unidos, saem o PMI de Chicago, que deve continuar mostrando uma atividade empresarial robusta, e os pedidos semanais de seguro-desemprego.
Na agenda
- Pedidos de seguro-desemprego nos EUA
- Último dia útil dos mercados no Brasil e na maioria das bolsas mundiais. Nos EUA, as bolsas abrem amanhã. Reino Unido operará em meia sessão.
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-- Com informações de Bloomberg News









