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Carne, artigo de luxo para cada vez mais pessoas

Também no Breakfast: Futuros de índices operam com ligeira alta em sua penúltima sessão do ano; Argentina congela preços turísticos para o verão de 2022 e Esqueça Bitcoin e Ether: 2021 foi o ano das ‘altcoins’, as criptos alternativas

Tempo de leitura: 3 minutos

Bom dia! Hoje é 30 de dezembro de 2021 e este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias do dia

Há tempos o brasileiro não comia tão pouca carne bovina como em 2021. Para ser mais exato, desde 1993. Há 28 anos, o consumo per capita foi de 29,98 quilos e, de lá para cá, a demanda pela carne vermelha só vinha crescendo. Porém, desde 2019 a tendência da curva se inverteu e, ano após ano, a carne bovina tem estado cada vez menos presente no prato do brasileiro. Em 2021, a expectativa é que o consumo per capita fique em 32,69 quilos e represente uma queda superior a 9% em comparação ao consumo do ano passado.

  • Diferentes fatores podem explicar essa trajetória de queda, como a preferência da população por outras proteínas, inclusive as vegetais, ou mesmo o aumento da preocupação do brasileiro com questões ambientais.
  • A razão econômica, no entanto, é a que melhor explica essa tendência. Em comparação à carne suína e de frango, a bovina é a que possui maior preço. O aumento do desemprego, a queda no poder de compra, a renda cada vez menor e a inflação têm levado o brasileiro a buscar outras alternativas, como o frango e a carne suína.
Há quem diga que a carne vermelha esteja se tornando um artigo de luxo no mundo e que, num futuro não muito distante, será consumida apenas em ocasiões especiais. No Brasil, onde encontra-se o maior rebanho bovino do planeta, o consumo per capita ainda está em patamares bastante elevados quando comparado a outros países. Porém, a participação dela no consumo total das três principais proteínas tem recuado de forma constante.

Leia também: Ovo vai ganhar espaço na mesa do brasileiro em 2022

Com preços em alta, carne bovina fica mais longe dos pratos dos brasileiros (Carla Gottgens/Bloomberg)

Na trilha dos Mercados

Última sessão do ano para a maioria dos mercados internacionais e também para o brasileiro. Mas desta vez o mercado norte-americano, cujas bolsas operarão normalmente na véspera do Ano Novo, não terá o seu respiro.

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Na manhã de hoje, os futuros de índices operavam com ligeiras variações positivas, enquanto as bolsas europeias trabalhavam em direções contrárias, sem consolidar um rumo.

O pano de fundo nos mercados é positivo. Mas depois de alguns dos principais índices acionários baterem novos recordes, não seria de se estranhar que os investidores embolsassem ganhos recentes, ao menos no início do pregão. O volume financeiro nos mercados é escasso, o que pode distorcer a oscilação dos ativos.

Ontem, nos Estados Unidos, o S&P 500 conquistou o 70º fechamento recorde do ano, com 0,14% de acréscimo e 4.793 pontos. O Dow Jones Industrial encerrou o dia com seu sexto avanço consecutivo, de 0,25% (36.488 pontos). Já o Nasdaq 100, referência de alta tecnologia terminou com 0,10% de baixa, aos 15.766 pontos. Na Europa, o FTSE 100 subiu 0,66%, representando a sua maior alta em 52 semanas.

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Um panorama dos principais mercados nesta que será a última sessão do ano para muitos

Amanhã ainda tem mais

O mercado brasileiro se despede hoje de 2021. As bolsas no Reino Unido operam em meia jornada amanhã. Nos EUA, os mercados trabalharão normalmente amanhã, ainda que em esquema de plantão. Esta será a primeira vez em dez anos que Wall Street não fecha para o Ano Novo.

O motivo é uma controvérsia na interpretação da regra 7.2 da NYSE, segundo a qual a bolsa fecha na sexta-feira - ou na segunda-feira seguinte - se o feriado cai em um fim de semana, a menos que existam “condições comerciais inusuais, como o fim de um período contábil mensal ou anual”, como é o caso do fechamento de dezembro.

  • Como era de se esperar, não há muitas referências macroeconômicas capazes de causar impacto nos mercados.Hoje será divulgado o Boletim Econômico do Banco Central Europeu (BCE), que refletirá as linhas marcadas pela autoridade monetária na sua última reunião, quando anunciou a redução dos estímulos de liquidez ao mercado. Porém, não se espera nenhuma mudança de tom no discurso.
  • Nos Estados Unidos, saem o PMI de Chicago, que deve continuar mostrando uma atividade empresarial robusta, e os pedidos semanais de seguro-desemprego.

Saiba mais sobre o vaivém dos Mercados

No radar

  • Pedidos de seguro-desemprego nos EUA
  • Último dia útil dos mercados no Brasil e na maioria das bolsas mundiais. Nos EUA, as bolsas abrem amanhã. Reino Unido operará em meia sessão.

Destaques da Bloomberg Línea

Também é importante

  • A inflação pode corroer lucros do S&P 500, segundo estrategistas. A máquina de lucros do setor corporativo dos Estados Unidos tem sido a base de praticamente todos os argumentos para o otimismo em relação ao mercado acionário neste ano. Mas a persistente pressão inflacionária pode levar a uma reavaliação das previsões de lucros cada vez maiores.
  • Maior hedge fund quantitativo da China pediu desculpas por perdas dos cotistas. O tropeço da High-Flyer é mais um sinal de que os hedge funds quant da China enfrentam desaceleração diante do maior escrutínio regulatório. Um número crescente de players tem limitado as aplicações ou reduzido os planos de expansão.
  • Acionistas ativistas se preparam para novas regras nos EUA. Entre outras medidas, a SEC (CVM dos EUA) planeja adotar em setembro o chamado cartão universal para votações por procuração, além de obrigar ativistas a divulgarem mais cedo a participação em uma empresa quando suas fatias superam 5% e limites ao uso de derivativos para acumular secretamente participações em empresas de capital aberto.

Opinião Bloomberg

Israel realmente precisa de uma quarta dose contra Covid?

Especialistas israelenses, que geralmente seguem as políticas de vacinação do governo, demonstraram preocupação e ceticismo desta vez. Eles admitiram que poderia funcionar, mas também poderia ser ineficaz ou pior, perigoso. Dados os primeiros relatos de sintomas relativamente leves de ômicron, não há razão para supor que as coisas vão piorar dessa vez. Alguns especialistas americanos já alertam que a droga pode interagir perigosamente com outros medicamentos comumente usados.

Pra não ficar de fora

Grupo de luxo abre as portas de nova unidade em Trancoso, no Sul da Bahia, onde as fortes chuvas e o rompimento de barragens fizeram várias vítimas

No último dia 26 de dezembro, de forma discreta e sem os holofotes que a ocasião demandaria, as portas do mais novo hotel do Grupo Fasano foram abertas em Trancoso, no sul da Bahia, mais precisamente na praia de Itapororoca. Operado pelo Fasano, com investimentos da ordem de R$ 150 milhões do grupo Bahia Beach, do empresário Frederico Schiliro, o hotel possui apenas 40 bangalôs, a 500 metros de praia e diárias que superam a casa dos R$ 10 mil.

Para quem planejava pegar o primeiro avião e aproveitar a estrutura do novo hotel para a virada do ano, ele vai ter que ser adiado. E não é pelo fato de a Bahia estar enfrentando o maior desastre natural de sua história. O real motivo é que o Fasano Trancoso está lotado. Inaugurado um dia após o natal, o hotel realizou um “soft open” e não tem reservas até o próximo dia 3 de janeiro. A partir do dia 4, apenas três das cinco opções de quartos estarão com algumas unidades disponíveis, com diárias que vão de pouco mais de R$ 3,8 mil para o Bangalô Delux (87 metros quadrados), passam por aproximadamente R$ 6,4 mil no Bangalô Duplex (97 metros quadrados) e supera a casa dos R$ 11 mil na unidade Vista Mar, que tem mais de 120 metros exclusivos.

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