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Brasil

Os principais pontos do discurso de Bolsonaro na filiação ao PL

Presidente diz que os que “extrapolam” serão enquadrados por quem tem voto e que Paulo Guedes o ensinou a ser a favor de privatizações

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira (30) sua ficha de filiação ao PL, partido do Centrão, em uma cerimônia repleta de acenos políticos à classe política em Brasília. É pela legenda que o presidente vai buscar a reeleição em 2022.

“Estou me sentindo aqui, Arthur Lira, em casa. Eu vim do meio de vocês. Fiquei 28 anos na Câmara dos Deputados”, disse o presidente para exaltar a presença de deputados e senadores presentes ao ato de filiação em Brasília.

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Na mesa de autoridades, Bolsonaro ficou entre o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PL-SP).

POR QUE ISSO É IMPORTANTE: Depois de deixar o PSL e ver fracassar a tentativa de criar o próprio partido, o Aliança Brasil, o presidente Jair Bolsonaro chegou ao PL, um dos partidos expoentes do Centrão, para disputar a reeleição para presidente da República.

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Bolsonaro é considerado um dos favoritos na corrida eleitoral. Ele aparece em segundo lugar nas principais pesquisas eleitorais, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Levantamentos ainda não mostram viabilidade da chamada terceira via, que tem nomes como Sergio Moro (Podemos), João Doria (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Rodrigo Pacheco (PSD).

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O PL é presidido desde 2000 por Valdemar da Costa Neto, deputado que foi condenado no julgamento do mensalão.

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CONTEXTO: “O futuro do Brasil está em nossas mãos. Tiramos o país da esquerda. Olhe para onde estávamos indo? Para ser uma Venezuela entre outros. Nós não queremos outro. Nós temos um bem que temos que zelar por ele, que é a nossa liberdade”, disse.

“Alguns extrapolam aqui na região, aqui na Praça dos Poderes, mas esta pessoa vai ser enquadrada, vai se enquadrando, vai vendo que a maioria somos nós. E nós aqui, que temos voto, é que devemos conduzir o destino da nossa nação”, disse, sem explicar a quem se referia.

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DISPUTA EM SÃO PAULO: A filiação ao PL foi adiada no início deste mês por causa de um desacordo entre Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto sobre a eleição de São Paulo. O presidente retardou a filiação até que o PL rompesse o acordo para apoiar o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), para o governo. Garcia é aliado de João Doria, adversário de Bolsonaro.

O presidente quer emplacar o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, para o governo de São Paulo. “Tarcísio não é meu ministro, é ministro do Brasil. Não tem quem se orgulhe do trabalho dele. Esperança enorme para o nosso querido Estado de São Paulo”, disse o presidente, no discurso.

PRIVATIZAÇÕES: Num trecho do discurso, Bolsonaro disse que, como deputado, votava sistematicamente contra privatizações, mas mudou de visão graças ao ministro Paulo Guedes (Economia). “Eu votava sistematicamente contra privatizações. Não digo que ele me converteu, mas me deu uma luz. A gente muda”, afirmou.

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ATAQUES A MORO E LULA: Bolsonaro não citou nem atacou nenhum adversário. Coube ao senador Flávio Bolsonaro, também filiado ao PL, atacar o ex-ministro Sergio Moro (Podemos) – foi chamado de “traidor” – e o ex-presidente Lula (PT), referido como “o ex-presidiário”.

“Vamos vencer qualquer traidor, vamos vencer qualquer ladrão de nove dedos”, discursou o senador Flávio Bolsonaro.

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Graciliano Rocha

Graciliano Rocha

Editor da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista formado pela UFMS. Foi correspondente internacional (2012-2015), cobriu Operação Lava Jato e foi um dos vencedores do Prêmio Petrobras de Jornalismo em 2018. É autor do livro "Irmã Dulce, a Santa dos Pobres" (Planeta), que figurou nas principais listas de best-sellers em 2019.

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