Barcelona, Espanha — As investidas dos bancos centrais ainda constituem a principal referência dos mercados, que repercutem a decisão de ontem do Federal Reserve (Fed) e o anúncio, marcado para hoje, do Bank of England (BoE). As bolsas europeias trabalham em alta, reagindo à sinalização da autoridade monetária dos Estados Unidos de que o fim do programa de recompra de títulos não significa uma subida de juros iminente. Em Nova York, os futuros de índice, que ontem voltaram a marcar recordes, mantinham o otimismo. No fechamento do mercado asiático, o azul também predominou.
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As ações de tecnologia se despontam na jornada de hoje. Nos EUA, a fabricante de microprocessadores Qualcomm liderava os ganhos na pre-abertura, com os investidores repercutindo as diretrizes positivas da companhia, com previsão de faturamento superior ao esperado pelos analistas em um cenário de escassez da oferta de peças.
Essa é uma mostra do impacto positivo da safra de balanços no mercado de ações. Das 392 empresas do S&P 500 que já apresentaram seus resultados, nada menos que 82% superaram as previsões dos analistas.
Os contratos de petróleo subiam ante da reunião da OPEP+, que definirá seus planos de produção.

Um futuro mais “previsível”
Os sinais das autoridades monetárias permitem aos investidores um maior previsibilidade sobre o rumo das taxas de juros.
🏦 O Fed optou por manter a taxa de juros americana no intervalo entre 0,0% e 0,25%. E já no fim de novembro reduzirá o ritmo mensal de compras de ativos em US$ 10 bilhões para títulos do Tesouro e US$ 5 bilhões para títulos lastreados em hipotecas. A mensagem mais destacada para o mercado de renda variável foi a de que o presidente Jerome Powell não considera que este seja o momento de subir os juros e que ainda há espaço para avançar no mercado de trabalho.
👷🏻♀️👷🏻 Falando em trabalho, ontem o ADP Research Institute apontou que as empresas norte-americanas agregaram a maior quantidade de postos de trabalho em quatro meses. As folhas de pagamento nas empresas subiram 571.000 no mês passado, contra uma expansão de 523.000 em setembro. O número supera – e muito – a previsão de uma alta de 400.000 de economistas consultados pela Bloomberg. Novos dados sobre emprego estão previstos para hoje.
✍🏼 O Banco Central Europeu também sinalizou que a economia ainda não reúne as condições que justificariam uma subida de juros em 2022. Um movimento desta natureza para 2022 seria “muito improvável”, segundo a presidente Christine Lagarde.
📣 O único que parece inclinado a subir juros no curto prazo é o Banco da Inglaterra. A expectativa dos analistas é de que o BoE eleve o custo do dinheiro já na reunião de hoje ou logo mais, em dezembro. Alguns analistas estimam que a autoridade monetária britânica poderá aplicar agora uma alta dos juros básicos, de até 10 pontos, para 0,20%. Outros esperam até um pouco, que a taxa suba a 0,25%.
Leia mais: Powell diz que ainda não é hora de pensar em subir juros
No radar
- No Brasil: Produção Industrial (9h de Brasília); PMI do Setor de Serviços e Composto Markit (10h00) Balanços: Banco ABC Brasil, Tegma, BR Properties, Burger King Brasil, Alper, Bradesco, Tenda, JHSF, Eneva, Engie Brasil e Minerva
- Nos EUA: Pedidos de seguro-desemprego (9h30)
Outros destaques:
- Reunião da OPEP+ sobre produção de petróleo
- Banco da Inglaterra anuncia sua decisão sobre juros e programa de aquisição de títulos
- Pagamentos no setor não-agrícola, amanhã (5)
- Desemprego nos EUA, amanhã
- Balanços: Moderna, Square, Airbnb, Uber, Duke Energy y Regeneron
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-- Com informações de Bloomberg News









