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Bancos centrais trazem poderosa munição para batalha climática

Reguladores também têm o poder de penalizar bancos por estarem excessivamente expostos a indústrias poluentes, ordenando que reservem mais capital para compensar o risco

Federal Reserve dos EUA tem se destacado como retardatário, embora isso esteja mudando sob a supervisão da secretária do Tesouro, Janet Yellen
Por Reed Landberg e Nicholas Comfort
03 de Novembro, 2021 | 08:16 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Bancos centrais possuem a chave para uma das alavancas mais importantes na batalha contra a mudança climática: o dinheiro.

Além das promessas de incorporar a mudança climática nas decisões e mandatos de política monetária, potencialmente afetando trilhões de dólares em ativos financeiros, alguns avaliam penalidades sobre garantias atreladas às emissões. Outros têm obrigado bancos a abordarem riscos climáticos por meio dos chamados testes de estresse, que somam os custos aos seus balanços.

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A visão dos bancos centrais é a de que os danos ambientais e a transição para uma economia do chamado zero líquido são riscos econômicos e financeiros. Bancos, seguradoras e investidores não podem ignorá-los, e reguladores ajustam a política para desviar o sistema financeiro do financiamento de combustíveis fósseis. Na véspera da conferência COP26 de líderes globais, o Banco da Inglaterra ameaçou medidas duras contra empresas que não conseguirem gerenciar os riscos climáticos a partir de 2022.

Embora as advertências de autoridades monetárias ecoem parte do que cientistas e ativistas vêm dizendo há anos, suas vozes não podem ser ignoradas nas salas de reuniões. Reguladores também têm o poder de penalizar bancos por estarem excessivamente expostos a indústrias poluentes, ordenando que reservem mais capital para compensar o risco.

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O governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, e Frank Elderson, membro do conselho executivo do Banco Central Europeu, tinham planos de discutir o assunto nesta quarta-feira (3), juntamente com uma reunião a portas fechadas com presidentes de bancos centrais e ministros das Finanças reunidos na COP26 em Glasgow.

Nem todas as instituições avançam na mesma velocidade. O Federal Reserve dos EUA tem se destacado como retardatário, embora isso esteja mudando sob a supervisão da secretária do Tesouro, Janet Yellen. Ela se encontrou com líderes do setor financeiro em Glasgow na terça-feira para pedir que canalizem mais capital para o combate à mudança climática.

No mês passado, um painel com os principais reguladores liderado por Yellen declarou a questão uma “ameaça emergente” à estabilidade financeira, indicando que as agências devem tomar medidas para reduzir o risco.

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