Argentina: No Brasil, Macri diz que vitória legislativa deixará para trás populismo e mentira

Após vencer nas primárias, ex-presidente acredita que país pode entrar em nova fase de desenvolvimento e crescimento econômico

Em rápida passagem pelo Brasil, Macri disse que tem trabalhado para buscar unidade entre a oposição para as próximas disputas presidenciais em 2023
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São Paulo — O ex-presidente da Argentina Mauricio Macri se mostra otimista com mais um resultado positivo nas eleições parlamentares que estão marcadas para ocorrer no país em novembro. Em uma rápida passagem pelo Brasil, ele disse que uma nova vitória da oposição ao governo de Alberto Fernández significará uma mudança de época para a Argentina.

“Será uma mudança de época na Argentina. Vamos deixar para trás definitivamente o populismo, a mentira e começar uma etapa de desenvolvimento, de crescimento e inclusão para todos os argentinos”, disse Macri à Bloomberg Línea.

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No mês passado, Fernández sofreu uma importante derrota nas primárias que definem os candidatos aos cargos de deputados e senadores às eleições legislativas. A governista Frente de Todos perdeu de 41,5% a 31,8% na Câmara dos Deputados para a Juntos pela Mudança, do ex-presidente Macri. No Senado a diferença foi ainda maior, 45,3% a 29%. Caso o resultado se repita em novembro, os governistas podem perder a maioria no Congresso.

Apesar do otimismo com os resultados legislativos, Macri ainda não se posiciona claramente sobre seu próprio futuro nas eleições presidenciais de 2023. Presidente do país entre 2015 e 2019 não descarta a possibilidade de abrir espaço para que outros nomes da oposição sejam candidatos.

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“Tenho trabalhado por uma unidade na oposição, que será uma condição fundamental para que não caiamos em uma autocracia perigosa para o futuro dos argentinos. Assim, os argentinos em 2023 terão muitas alternativas para escolher”, disse o ex-presidente.

Macri e o futebol

Atualmente, o ex-presidente argentino preside a FIFA Foundation, braço social da entidade máxima do futebol mundial. Ele esteve nesta segunda-feira (11) em São Paulo para participar do lançamento de um projeto em parceria com a UPL, empresa de defensivos químicos com sede na Índia, para retirar da atmosfera um gigaton de CO2 até 2040.

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Segundo Macri, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, quer impulsionar o trabalho da fundação e usar o futebol como “força para beneficiar a maior quantidade de habitantes no mundo, melhorando a educação das crianças, lutando contra as mudanças climáticas, contra os problemas de gênero e ajudando no tema dos refugiados. E essa proposta da UPL é maravilhosa, única, de mobilizar milhões de pequenos agricultores do mundo e, por meio do uso de tecnologia, reduzir o consumo de água, de químicos mal utilizados, aumentar a produção e ajudar a sequestrar carbono que tanto dano causa”, disse.

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