Ibovespa reverte tendência e passa a cair com cautela doméstica

Exterior misto após dados de emprego nos EUA abaixo do esperado reforça o movimento local; proximidade do feriado prolongado e manifestações agravam o tom

Proximidade de dias com mercados fechados, com feriados aqui e nos EUA, deixam investidor com pé atrás
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São Paulo — O principal índice da bolsa brasileira operava em queda na tarde de hoje e abaixo do patamar dos 116 mil pontos, após abertura em alta, passando a dar mais espaço às cautelas domésticas. A próxima semana com feriado nos Estados Unidos na segunda-feira (6) e no Brasil na terça (7) leva os investidores a optar por não se comprometer tanto na sessão de hoje - além do receio pelas manifestações prometidas pelo presidente Jair Bolsonaro, que já vem sendo antecipada pelo mercado.

Nos mercados lá fora, a tendência também não é única. As bolsas da Europa fecharam a sessão no vermelho, com os dados de emprego americano medidos pelo Payroll, que vieram abaixo do esperado, gerando preocupação quanto à retomada do país. Já as bolsas nos EUA operam mistas, com os papéis de tecnologia garantindo algum fôlego.

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  • Perto das 15h15, o Ibovespa caía 0,64%, a 115.927 pontos, após a mínima aos 115.582 pontos. Se fechasse agora, o índice acumularia recuo de 3,94% na semana
    • Os bancos mantêm a tendência da véspera e seguem entre os maiores pesos negativos do Ibovespa. Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) operavam em queda de 1,57%, ambos
  • O dólar oscila e operava em leve alta de 0,03%, a R$ 5,206. Já a curva de juros segue refletindo a maior cautela: o DI com vencimento para janeiro próximo subia 1 ponto-base, para 6,870%, e o juro para janeiro de 2027 avançava 12 pontos-base, para 10,310%
  • Nos EUA, o S&P 500 subia 0,05% e o Nasdaq, 0,17%, enquanto o Dow Jones recuava 0,08%

Contexto

Os EUA reportaram, na manhã de hoje, um dado menor que as estimativas para o mercado de trabalho. As folhas de pagamento não-agrícolas (Payroll) tiveram um aumento de 235.000 no mês passado, depois de um ganho revisado para cima de 1,05 milhão em julho, segundo o Departamento do Trabalho, levando a taxa de desemprego para 5,2%.

  • A expectativa era de uma adição mensal de 733.000 postos de trabalho em agosto, conforme estimativa Bloomberg. A desaceleração nas contratações provavelmente reflete os temores crescentes sobre a variante delta da Covid-19, que se espalha rapidamente pelo país.

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