Mercados

Criação de empregos nos EUA decepciona em agosto e alivia pressão sob o Fed

Decepção com mercado de trabalho americano recalibra expectativas sobre retirada de estímulos ainda este ano

Payroll americano mostrou criação de apenas 235 mil empregos em agosto
Por Bloomberg News
03 de Setembro, 2021 | 09:48 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — As contratações no mercado de trabalho americano caíram abruptamente em agosto, com o menor ganho de empregos em sete meses, complicando uma possível decisão do Federal Reserve de começar a reduzir o apoio monetário nos próximos meses.

As folhas de pagamento não-agrícolas (Payroll) tiveram um aumento de 235.000 no mês passado, depois de um ganho revisado para cima de 1,05 milhão em julho. O dados foram divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA nesta sexta-feira (3). A taxa de desemprego caiu para 5,2%.

Segundo uma pesquisa Bloomberg com economistas, a expectativa era de uma adição mensal de 733.000 postos de trabalho em agosto. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos e o dólar caíram após o relatório.

A desaceleração nas contratações provavelmente reflete os temores crescentes sobre a variante delta da Covid-19, que se espalha rapidamente pelo país.

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Veja mais: O dilema do Fed no debate sobre meta de pleno emprego

O aumento das infecções, que já restringiu a atividade do consumidor americana e interrompeu os planos de retorno ao trabalho presencial em alguns escritórios, pode ter levado as empresas a se tornarem mais cautelosas quanto a contratações.

Dirigentes do Fed têm enfatizado a importância dos relatórios mensais de emprego como uma métrica de orientação para o momento de começar a reduzir as compras de ativos. O relatório decepcionante reforça a abordagem baseada em dados do banco central americano para o timing de redução gradual.

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