Bloomberg — Fei-Fei Li, conhecida como pioneira em IA, afirma que tecnólogos como ela precisam se empenhar mais em comunicar os benefícios da inteligência artificial e alerta que a crescente oposição pública nos EUA pode acarretar riscos para o mundo.
“Os EUA são um país tão importante em termos de seu impacto no mundo”, disse Li à repórter Emily Chang, da Bloomberg News, em uma entrevista. “Se não demonstrarmos uma atitude positiva e um caminho positivo em relação à IA, todos sairão perdendo.”
Os EUA, acrescentou ela, deveriam servir de “modelo a ser seguido” para demonstrar o “incrível valor econômico” da IA.
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
Ao longo do último ano, houve um aumento na reação local contra os centros de dados que alimentam os serviços de inteligência artificial, com grande parte da resistência concentrada no impacto da IA sobre o consumo de água e energia.
Metade dos americanos também se mostra mais preocupada do que entusiasmada com o aumento do uso da IA na vida cotidiana, de acordo com uma pesquisa do Pew Research Center.
Em contrapartida, muitos países da Ásia demonstram uma atitude mais positiva em relação à IA, segundo o Pew. Li atribui isso a um forte enfoque na tecnologia ao longo da educação infantil nessas regiões.
“Além de ser cientista, também sou educadora e acadêmica; por isso, às vezes assumo a responsabilidade, pensando que não temos feito um bom trabalho ao nos comunicarmos com o público”, afirmou ela.
O trabalho de Li abriu caminho para muitas das inovações atuais em IA. Ela fez parte da equipe responsável pelo projeto acadêmico ImageNet, um banco de dados com milhões de imagens que ajudou a impulsionar avanços na maneira como os computadores reconhecem objetos em imagens.
Desde então, ela fundou a World Labs, uma startup focada nos chamados “modelos do mundo”, que têm como objetivo navegar e tomar decisões sobre o mundo tridimensional. A startup de Li levantou US$ 1 bilhão em uma rodada de financiamento realizada em fevereiro.
Li acredita que a tecnologia que sua startup está desenvolvendo contribuirá para a robótica, a saúde, a educação e outros campos.
Veja mais em bloomberg.com
Leia também
Como a América Latina pode ‘capturar’ o crescimento gerado pela IA sem ter uma Nvidia
Estagiários se tornam ‘professores’ de IA em bancos e ensinam tecnologia a veteranos
OpenAI lança ChatGPT para adolescentes com recursos de segurança e de estudo
©2026 Bloomberg L.P.





