EUA e Austrália suspendem serviços consulares antes de eleição; PF investiga ameaças

Países alegaram ‘preocupações com a segurança’ no Brasil antes das eleições no domingo; Polícia Federal cumpriu mandados de busca para investigar supostos planos para atos que poderiam ameaçar instalações diplomáticas dos EUA no país

Países citaram 'preocupações com a segurança' antes do primeiro turno, no domingo (Foto: Maira Erlich/Bloomberg)
Por Daniel Carvalho
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Bloomberg — Os Estados Unidos e a Austrália suspenderam os serviços consulares no Brasil, citando “preocupações de segurança” antes das eleições gerais do país no domingo.

A embaixada dos EUA orientou os cidadãos que buscam assistência emergencial a não comparecer às instalações diplomáticas e, em vez disso, contatar um oficial de plantão por telefone. A embaixada da Austrália direcionou os cidadãos a um centro de emergência em Camberra.

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Nenhuma das duas embaixadas detalhou a natureza das preocupações de segurança.


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A Polícia Federal disse num comunicado mais tarde na sexta-feira que havia cumprido dois mandados de busca em São Paulo e nos arredores de Brasília como parte de uma investigação sobre supostos planos para atos que poderiam ameaçar instalações diplomáticas dos EUA no país.

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A PF disse que, até o momento, os investigadores não haviam encontrado provas que corroborassem as ameaças inicialmente identificadas ou que vinculassem quaisquer suspeitos a organizações criminosas.

A investigação continua em andamento, incluindo uma análise de dispositivos de comunicação apreendidos e outras mídias.

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Os funcionários de todas as instalações diplomáticas dos EUA no Brasil foram instruídos a trabalhar de casa a partir de sexta-feira, segundo uma pessoa familiarizada com a situação que falou com a Bloomberg News e pediu para não ser identificada por não estar autorizada a discutir o assunto.

O governo dos EUA disse que trabalhava com as autoridades brasileiras “para resolver questões de segurança”. Um porta-voz da embaixada não forneceu mais detalhes quando contatado pela Bloomberg News.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

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Num comunicado separado publicado apenas em português, um porta-voz do Departamento de Estado disse que as embaixadas e consulados dos EUA usam regularmente um sistema de alertas “para informar os cidadãos americanos sobre ameaças, eventos e mudanças relevantes nas condições locais”.

O Brasil realiza eleições gerais em 4 de outubro num ambiente polarizado, com o presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva em empate técnico com seu adversário conservador, Flávio Bolsonaro.

-- Reportagem atualizada para incluir informações da operação da Polícia Federal.

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