Rodadas da semana: IA acelera Agrorobótica e Segura; Ebury capta £ 550 milhões

Com aportes liderados por gigantes como Santander, a16z e Tether, startups de IA e pagamentos buscam transformar setores tradicionais como agronegócio, seguros e câmbio

Faria Lima: Pátio Malzoni, sede do Google e BTG Pactual, diante da sede do Itaú BBA, ao lado do heliponto do Faria Lima Financial Center

Bloomberg Línea — Os investimentos anunciados nesta semana ilustram como a integração de inteligência artificial e novas infraestruturas de pagamento estão escalando operações em setores tradicionais, do agronegócio ao mercado de seguros.

Com foco claro em eficiência operacional, startups como a Agrorobótica utilizam IA para reduzir prazos de análise de solo de 20 dias para apenas 20 segundos, e a Segura aposta na assistente inteligente Helena para automatizar fluxos complexos de corretores de seguros.

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A conectividade regional e global também ganha força com aportes em fintechs de infraestrutura financeira. A Ebury, no Brasil desde 2024, levantou £ 550 milhões para acelerar sua presença em mercados regulados. E a argentina Belo atraiu a Tether numa captação de US$ 14 milhões.


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Veja os detalhes abaixo:

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Ebury

A Ebury, fintech de pagamentos internacionais controlada pelo Santander, recebeu um investimento de £ 550 milhões para acelerar seu crescimento e expansão global.

A rodada de financiamento foi liderada pela Centerbridge Partners, com a participação de acionistas atuais como Vitruvian Partners e 83North, além do próprio Santander, que investirá £ 50 milhões individualmente e manterá sua posição como acionista majoritário com 55% de participação.

Os recursos serão utilizados para o desenvolvimento de produtos e expansão geográfica, com foco no aprimoramento de capacidades de inteligência artificial para otimizar o processamento de pagamentos e a experiência do cliente.

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Atualmente, a Ebury opera em 30 mercados regulados e atende mais de 27.000 empresas em todo o mundo. A fintech chegou ao Brasil em 2024.

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Segura

A startup brasileira Segura, que desenvolve uma plataforma de infraestrutura para segurança de identidade e gestão de acessos, captou R$ 45 milhões em uma rodada Seed. O aporte foi coliderado pelos fundos Andreessen Horowitz (a16z) e Kaszek.

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O ecossistema da startup gira em torno da Helena, uma assistente inteligente que automatiza processos que antes levavam horas ou dias.

A partir da interação entre os corretores e as seguradoras, a tecnologia permite acesso a informações técnicas de apólices, condições gerais e históricos de interações e que o corretor possa emitir segundas vias de boleto, fazer endossos e cotações complexas via IA.

Diferente de insurtechs que tentaram eliminar o intermediário, a Segura foi estruturada com a convicção de que o corretor é essencial. Com operação iniciada em março de 2025, a Segura atende cerca de 3.000 corretores e projeta chegar a 10.000 até o final de 2026.

Belo

A fintech argentina Belo, que faz uso da tecnologia das stablecoins para oferecer seus serviços e nasceu com um modelo de negócios cross-border com foco em latino-americanos que trabalham para empresas no exterior, captou US$ 14 milhões em uma rodada Série A liderada pela Tether, emissora de stablecoins.

A startup ganhou destaque ao simplificar pagamentos transfronteiriços, permitindo que argentinos utilizem o Pix no Brasil e brasileiros façam o mesmo na Argentina por meio de sua infraestrutura baseada em stablecoins.

Os recursos serão destinados à expansão regional em países como Chile, Colômbia e México, além da obtenção de novas licenças e evolução do produto.

A captação contou também com a participação de investidores como Titan Fund, The Venture City, Mindset Ventures e G2.

Agrorobótica

A agtech brasileira Agrorobótica recebeu um investimento de R$ 10,8 milhões em sua rodada seed, liderada pela VOX Capital. A startup utiliza inteligência artificial proprietária e espectroscopia a laser para realizar análises completas de nutrientes e física do solo em apenas 20 segundos, eliminando a espera de até 20 dias em laboratórios tradicionais.

Além da eficiência agronômica, a plataforma permite mensurar e certificar o carbono presente no solo, criando uma nova fonte de receita para o produtor por meio de ativos ambientais.

O aporte foi realizado por meio dos BB Impacto I (CVC do Banco do Brasil) e do quarto fundo de venture capital da VOX.