Stellantis aposta em produção local para enfrentar avanço de chinesas no Brasil, diz CEO

Estratégia do grupo envolve manter 95% de conteúdo nacional e ampliar investimentos em produtos para manter liderança no país e ampliar presença na América do Sul, disse Antonio Filosa

Divulgação
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Bloomberg Línea — Mesmo com o avanço expressivo das marcas chinesas no mundo, especialmente no Brasil, o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, reforça que o foco do grupo é manter o nível de conteúdo local no país.

“A nossa receita no Brasil é a localização, vemos o mercado brasileiro com otimismo”, disse o executivo a jornalistas nesta terça-feira (21) em evento de comemoração aos 50 anos da Fiat no país.

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Entre os presentes na solenidade, estava John Elkann, chairman da Stellantis e neto de Gianni Agnelli, a figura mais proeminente da dinastia que fundou a Fiat. Elkann, que morou no Brasil por alguns anos na infância com a família, discursou em português para funcionários e convidados.

Filosa destacou que o índice de conteúdo local do grupo no Brasil é de 95% e que a montadora compra do aço a tecido de bancos no país.

“Nossa lógica no Brasil sempre foi localizar. Enxergarmos um fenômeno de CKD no mundo, o que não muda nossa estratégia de longo prazo.”

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O sistema CKD envolve a importação de kits prontos para montagem no mercado de destino. No Brasil, esse índice cresceu principalmente nos últimos meses.

Filosa explicou que a produção de um carro usa, em média, de 900 kg a uma tonelada de aço. “Com o crescimento forte de CKD e SKD, quem faz aço aqui está vendendo menos”, disse o executivo, referindo-se a empresas como Usiminas e Gerdau.

Apesar das dificuldades, ele reforça o plano de longo prazo.

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“Queremos crescer, manter a liderança no Brasil e na Argentina e expandir para os demais países onde nosso market share não é tão expressivo, como Colômbia e Peru.”

Para tanto, o executivo pondera que a Stellantis precisa continuar investindo em produtos.

Parcerias

Filosa disse que o raciocínio por trás das parcerias ocorre em duas frentes: para o desenvolvimento de novas tecnologias de software, IA e hardware, a Stellantis tem acordos globais. Para projetos em determinadas regiões, as parcerias são feitas localmente em conjunto com a administração global da Stellantis.

Neste contexto, ele afirmou que a estratégia do grupo na América do Sul envolve a expansão das linhas e oferta de produtos, além da joint venture com a chinesa Leapmotor para veículos elétricos.