Bloomberg — As montadoras europeias estão passando por profundas mudanças para recuperar a competitividade, sendo inevitáveis novos cortes de empregos e fechamentos de fábricas para construir um setor resiliente, segundo a presidente do lobby automotivo alemão.
Fabricantes como a Volkswagen e a Stellantis vêm enfrentando dificuldades há muito tempo com os altos custos de energia e mão de obra, bem como com a burocracia que os coloca em desvantagem em relação à concorrência, afirmou na quarta-feira a presidente da VDA, Hildegard Müller.
As reformas devem ser aceleradas para reduzir o impacto sobre um dos pilares industriais da região.
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
A pressão sobre os fabricantes se intensificou à medida que mais montadoras chinesas avançam para a Europa, e os custos de fabricação de veículos elétricos na região permanecem elevados.
Na quinta-feira, a Volkswagen, maior montadora da Europa, deve discutir a duplicação dos cortes de empregos na Alemanha, bem como o fechamento de fábricas.
“A situação em todo o setor automotivo é semelhante à discussão na VW”, afirmou Müller em entrevista à Bloomberg Television. “Nem todas as unidades de produção poderão continuar existindo no futuro; portanto, é necessário que haja programas de reestruturação.”
Leia também: Carros chineses impulsionam mercado no Brasil, mas reduzem peso da produção nacional

Como forma de proteger os empregos em todo o setor, os fabricantes deveriam permitir que concorrentes estrangeiros tivessem acesso às suas fábricas, afirmou Müller em uma declaração separada enviada por e-mail.
“Compartilhar cadeias de suprimentos ainda une pessoas e países”, disse ela à Bloomberg TV.
A União Europeia está trabalhando em uma proposta para recompensar os fabricantes que produzem carros localmente, conhecida como disposições Made in Europe.
Leia também: ‘Os carros elétricos são um caminho sem volta’, diz CEO da Porsche no Brasil
Embora a regulamentação, parte da Lei do Acelerador Industrial do bloco, ainda esteja passando por um longo processo legislativo, fabricantes chineses como a Zhejiang Leapmotor Technology e a Chery Automobile já tomaram medidas para ampliar a capacidade de produção de automóveis na Europa.
“As opções para mudanças diminuíram, mas tornaram-se ainda mais urgentes”, afirmou Müller no comunicado. “Isso significará muitas mudanças para as pessoas em termos de suas demandas e expectativas.”
Veja mais em bloomberg.com
© 2026 Bloomberg L.P.








