Sanofi acelera busca por novos medicamentos para garantir crescimento, segundo nova CEO

Primeiro relatório de resultados de Belén Garijo, destacou o desafio de crescer acima do esperado, mas depender de um único medicamento que está ficando ultrapassado

Primeiro relatório de resultados de Belén Garijo revelou resultados decepcionantes para as vacinas e um novo medicamento para hemofilia (Foto: Nathan Laine/Bloomberg)
Por Ashleigh Furlong
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Bloomberg — O primeiro relatório de resultados da diretora executiva da Sanofi, Belén Garijo, destacou o desafio que ela enfrenta, com um crescimento acima do esperado que depende de um medicamento já antigo.

O lucro por ação subiu para 2,09 euros, excluindo alguns itens, no último trimestre, superando as estimativas, e a farmacêutica francesa elevou suas projeções para vendas e lucro neste ano.

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No entanto, além do Dupixent — o medicamento mais vendido para o tratamento de doenças de pele e asma, cuja receita cresceu um terço, ultrapassando US$ 5 bilhões —, o relatório revelou resultados decepcionantes para as vacinas e um novo medicamento para hemofilia. As ações caíram até 3,8% no início do pregão em Paris.

“Os resultados da Sanofi revelam o desafio que a nova CEO, Belen Garijo, enfrenta”, afirmaram John Murphy e Aude Gerspacher, analistas da Bloomberg Intelligence.


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Garijo, que assumiu o cargo em abril com a missão de encontrar novas fontes de crescimento, reconheceu as dificuldades da Sanofi. Ela se comprometeu a revitalizar a pesquisa e o desenvolvimento e sinalizou que buscaria acordos para fortalecer o portfólio de produtos em desenvolvimento.

A empresa cancelou mais de oito projetos em desenvolvimento no último trimestre, o que aponta para os desafios enfrentados em seus laboratórios.

As primeiras semanas de Garijo, segundo ela, “confirmam que, para alcançarmos todo o nosso potencial, será necessário, em primeiro lugar, maior rigor científico. Em segundo lugar, uma governança mais sólida e maior responsabilidade da liderança, bem como uma tomada de decisão mais ágil.”

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Um potencial sucessor do Dupixent foi descartado na semana passada após testes clínicos onerosos, tendo a empresa concluído que ele não oferecia nenhuma “melhoria significativa” para pacientes com eczema moderado a grave.

O Dupixent gerou bilhões para a Sanofi, mas espera-se que genéricos mais baratos comecem a chegar ao mercado no início da década de 2030, prejudicando a franquia.

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Até o momento, a farmacêutica não conseguiu demonstrar que é capaz de compensar de forma credível essa receita perdida, o que levou à demissão do ex-CEO Paul Hudson.

Fusões e aquisições

As ações caíram cerca de 3% no ano até a quarta-feira (29), apresentando desempenho inferior ao de concorrentes como a Novartis, a GSK e a Roche, bem como à antiga empregadora de Garijo, a empresa alemã de farmacêutica e tecnologia Merck.

Garijo nomeou um novo diretor de pesquisa e desenvolvimento no mês passado. Paulo Fontoura, ex-executivo da Roche, assumirá em setembro o cargo de diretor global de P&D.

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A Sanofi já havia indicado anteriormente que tinha como meta fusões e aquisições na faixa de 2 bilhões de euros (US$ 2,3 bilhões) a 5 bilhões de euros, mas a empresa tem “uma visão um pouco mais ampla atualmente”, afirmou o diretor financeiro François-Xavier Roger durante uma teleconferência. A farmacêutica não está focada no tamanho, acrescentou ele, mas na “relevância do ponto de vista científico”.

As vendas devem crescer cerca de 10% este ano em moedas constantes, com o lucro apresentando um aumento superior a esse, informou a empresa na quinta-feira. A previsão anterior era de que as vendas crescessem na casa dos dígitos únicos altos.

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