Bloomberg — O Catar planeja aumentar rapidamente a produção de gás natural liquefeito assim que o Estreito de Ormuz for reaberto, com o objetivo de restaurar a maior parte de sua capacidade de exportação em dois meses, segundo disseram fontes a par do assunto à Bloomberg News.
A QatarEnergy, que opera as instalações de GNL do país, informou aos compradores que espera elevar a produção para cerca de 50% da capacidade um mês após a restauração da passagem segura pelo estreito, e para aproximadamente 80% em dois meses, disseram as fontes, que pediram para não serem identificadas, pois não estão autorizadas a falar com a mídia.
A capacidade restante — equivalente a duas linhas de produção — levará anos para ser totalmente restaurada após ter sido danificada por ataques com mísseis iranianos em março, disseram elas.
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A QatarEnergy não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O Catar fechou a maior instalação de GNL do mundo na primeira semana da guerra, após um ataque iraniano, provocando cancelamentos e abalando a reputação de longa data do fornecedor em termos de confiabilidade.
O complexo de Ras Laffan, que exportou quase um quinto do abastecimento global no ano passado, permaneceu praticamente ocioso por mais de três meses, já que o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz tornou muito difícil o transporte de grandes quantidades de gás.
Mas o Catar vem preparando o terreno desde abril para permitir seu rápido reinício.
A QatarEnergy vem testando equipamentos e realizando a manutenção necessária, informou a Bloomberg em abril.
Várias linhas de produção têm operado com capacidade reduzida, de modo que a usina possa entregar remessas aos vizinhos, mas também seja capaz de aumentar a produção quando necessário, disseram as fontes.
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Retomar metade de sua produção em um mês é mais rápido do que alguns analistas e traders esperavam.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou repetidamente que o Estreito de Ormuz estaria aberto até sexta-feira, quando um acordo provisório deve ser assinado com o Irã na Suíça.
No entanto, seus aliados europeus não compartilham de seu otimismo, e uma alta autoridade dos EUA afirmou que as minas ainda precisariam ser removidas. Armadores, traders e produtores têm tentado obter esclarecimentos sobre a situação.
O retorno do GNL do Catar ajudará a aliviar a escassez global de oferta. Apesar do acordo de paz provisório entre os EUA e o Irã, os preços do GNL na Europa e na Ásia permanecem elevados em comparação com os níveis pré-guerra.
O Catar conseguiu exportar algumas remessas do Golfo Pérsico para compradores na Ásia, ocultando a localização de seus navios-tanque como medida de segurança, mas essas entregas ainda estão muito abaixo do normal.
--Com colaboração de Ruth Liao e Petra Sorge.
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