Infantino abandona plano para Fifa criar empresa após oposição de UEFA e clubes

‘Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao objetivo inicialmente estabelecido’, disse o presidente da Fifa em comunicado na noite de sexta-feira

O plano do presidente da Fifa buscava captar até US$ 4,2 bilhões com investidores para uma nova empresa ligada aos direitos da Copa do Mundo.
Por R - all Williams - Se Young Lee
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Bloomberg — O presidente da Fifa, Gianni Infantino, abandonou um plano polêmico de criar uma entidade comercial que teria aberto as portas a investidores externos para a Copa do Mundo, cedendo à intensa oposição de órgãos regionais do futebol e dos principais clubes.

“Depois de ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões de tal natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao objetivo inicialmente estabelecido”, afirmou Infantino em comunicado na noite de sexta-feira.

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A reviravolta ocorre depois que a entidade regional que rege o futebol na Europa prometeu boicotar totalmente a Copa do Mundo caso a Fifa levasse adiante o plano, que visava criar uma entidade para administrar os direitos de mídia, incluindo os da Copa do Mundo. Infantino pretendia atrair até US$ 4,2 bilhões em capital externo com base em uma avaliação de US$ 20 bilhões para essa entidade.

A UEFA, a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol argumentaram que a proposta havia sido elaborada sem consulta suficiente e levantaram preocupações de que a introdução de capital privado pudesse alterar a governança, as prioridades e a distribuição de receitas da Fifa.

Grandes clubes europeus, incluindo Real Madrid, Juventus, Bayern de Munique e Borussia Dortmund, também se manifestaram contra o plano de monetização, colocando em risco outros torneios da Fifa, como a Copa do Mundo de Clubes.

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Até mesmo os próprios executivos da Fifa se manifestaram contra a proposta de Infantino, com um deles afirmando que ele e a equipe da organização haviam sido enganados e pedindo que a proposta fosse rejeitada.


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A Fifa havia argumentado que a nova entidade não privatizaria o próprio órgão regulador, afirmando na sexta-feira que não estava “vendendo o futebol”.

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Em vez disso, afirmou que a entidade ajudaria a gerar maior valor a partir de seus direitos comerciais e de mídia, ao mesmo tempo em que aumentaria o financiamento para programas de desenvolvimento do futebol e as distribuições às federações membros.

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Infantino vinha prometendo que cada federação receberia um financiamento adicional de US$ 12 milhões para o ciclo de quatro anos que termina este ano, elevando o pagamento total para US$ 20 milhões.

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Os membros também poderiam solicitar um financiamento adicional de US$ 20 milhões para projetos de longo prazo, como estádios e centros de treinamento.

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A proposta de investimento surgiu depois que a Copa do Mundo deste ano gerou cerca de US$ 15 bilhões em receita, o maior valor da história do torneio, sendo que estima-se que metade desse montante seja lucro.

--Com a colaboração de Ira Boudway.

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