Petrobras estuda duplicar capacidade de fábricas de fertilizantes, diz CEO

Magda Chambriard destacou que, embora o projeto esteja em fase de estudos de viabilidade, a estratégia visa ampliar mercado para o gás natural proveniente do pré-sal

fertilizantes petrobras

Bloomberg Línea — A Petrobras (PETR3, PETR4) estuda duplicar a capacidade instalada de fertilizantes no país, informou a presidente da companhia, Magda Chambriard, nesta quarta-feira (24).

“Estamos fazendo estudos e considerando a hipótese de duplicar todas as nossas fábricas [de fertilizantes]. Nada está certo ainda, o que estou dizendo é que estudamos com muita vontade porque, antes de tudo, isso ancora e fideliza a demanda de gás natural, que é um produto que a Petrobras pretende vender cada vez mais”, disse Chambriard a jornalistas.

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A executiva falou sobre o tema durante entrevista coletiva para apresentar informações técnicas sobre a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

Ela disse que nos próximos 40 ou 50 anos, o pré-sal terá desenvolvido grandes reservatórios de gás. “É natural que a Petrobras busque a expansão dos seus mercado e o fertilizante é gás na ‘veia’.”


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Executivos informaram que a UFN-III está sob a área de influência da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) e poderá também ser atendida por ofertas futuras, como o Rota 3.

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Chambriard relatou já ter sido questionada sobre a possibilidade de construção, pela Petrobras, de plantas totalmente novas (greenfield) de fertilizantes.

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“Por que não a expansão das nossas próprias plantas, de uma maneira mais moderna, mas compartilhando instalações que já temos com redução de custos?”, disse. “Gosto de dizer que a empresa quer fazer fertilizantes, mas não a qualquer custo”, acrescentou.

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Segundo executivos, a UFN-III está em fase de assinatura dos últimos contratos para a retomada do projeto de conclusão da planta. As obras, que estavam paradas desde 2014, devem ocorrer ainda este ano e ser concluídas, de maneira faseada, até 2029.

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O projeto da UFN-III estava com 85% da sua construção concluída quando houve a paralisação.

Chambriard reforçou que quando as quatro fábricas que produzem o insumo estiverem operando, a Petrobras será capaz de atender 35% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados.

“Parece pouco, mas alguns anos atrás esse número era zero.”

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