Bloomberg — A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), de Benjamin Steinbruch, estuda manter uma participação minoritária no negócio de cimento que está sendo colocado à venda, segundo pessoas a par do assunto que falaram com a Bloomberg News.
Steinbruch — que busca se desfazer de ativos para aliviar a pressão financeira sobre o conglomerado CSN (CSNA3) — está avaliando proposta de um interessado que permitiria à sua empresa manter uma fábrica localizada perto de uma das operações siderúrgicas da CSN, disse uma das pessoas, pedindo para não ser identificada porque as negociações são privadas.
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Embora a maior parte dos possíveis compradores prefira adquirir 100% da companhia, Steinbruch disse a alguns interessados que considera reter uma fatia minoritária, segundo as pessoas.
O presidente da CSN está aberto a qualquer uma dessas propostas, dependendo do preço e das condições, disse uma das pessoas.
A CSN solicitou que as partes interessadas apresentassem suas ofertas até 7 de agosto, disseram as pessoas. Um representante da empresa não quis comentar.
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Um consórcio liderado pela Votorantim, com a italiana Cementir e a Polimix, além da empresa chinesa de cimento Huaxin Cement e a J&F, haviam manifestado interesse no ativo, informou a Bloomberg News anteriormente.
A CSN busca vender sua divisão de cimento como parte de um esforço mais amplo para reduzir dívidas e aliviar a pressão sobre seu balanço patrimonial.
A siderúrgica contratou o Morgan Stanley para assessorar a transação e também tem trabalhado na venda de uma participação significativa em suas operações de infraestrutura e logística.
Ações da CSN (CSNA3)
A empresa informou, no início deste ano, que a venda de ativos poderia levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.
A dívida líquida da CSN subiu para R$ 41,2 bilhões ao final do quarto trimestre, elevando seu índice de alavancagem líquida para 3,47 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).
Um revés na venda do ativo de cimento complicaria ainda mais a situação financeira do grupo.
A CSN informou na semana passada que prevê um prejuízo líquido de até R$ 1,4 bilhão no primeiro semestre, além de um endividamento maior e um “aumento moderado” na alavancagem em 30 de junho.
Suas ações caíram para o nível mais baixo em mais de uma década depois que a Fitch Ratings rebaixou a classificação de crédito da empresa.
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