Bloomberg — A Petrobras tem adiado aumentos nos preços de combustíveis no varejo no Brasil, apesar da disparada nos mercados globais de petróleo impulsionada pela guerra, afirmou a CEO Magda Chambriard.
A estatal aguardará para ver se — e por quanto tempo — os preços do petróleo permanecerão elevados antes de decidir se repassará esses custos aos consumidores, disse Chambriard durante entrevista à Bloomberg Television, em Nova York, na segunda-feira (9).
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“Estamos acompanhando de perto todos esses acontecimentos e vamos reagir no momento certo”, disse ela. “Precisamos ter certeza de que não se trata de uma tendência passageira e de que o cenário é razoavelmente estável para nos permitir seguir na direção correta.”
Com a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã entrando em sua segunda semana, os preços do petróleo superaram US$ 100 por barril, elevando desde o combustível de aviação e a gasolina até as matérias-primas para a produção de plásticos.
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A Arábia Saudita e outros grandes produtores de petróleo e gás natural do Oriente Médio começaram a reduzir a produção, enquanto mísseis, ataques com drones e a paralisação virtual de uma rota marítima crucial sufocam o setor.
A diferença entre os preços dos combustíveis nas refinarias da Petrobras e os níveis internacionais aumentou desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
A Petrobras tem vendido diesel e gasolina por preços 85% e 45% inferiores aos internacionais, respectivamente, segundo a associação de importadores de combustíveis Abicom.
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Até o momento, não houve pressão política sobre a Petrobras para manter os preços nas bombas, afirmou Chambriard. A Petrobras adota uma política de proteger a economia do país de oscilações acentuadas nos preços dos combustíveis.
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