Bloomberg Línea — A Petrobras (PETR3, PETR4) deve dobrar a geração de caixa no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com as estimativas de bancos de investimento.
A divulgação do balanço da companhia está programada para esta quinta-feira (6), após o fechamento do mercado.
O avanço se deve ao crescimento da produção de petróleo e gás e ao aumento do Brent, bem como a recuperação dos preços dos combustíveis, parcialmente impulsionada pelo reconhecimento dos subsídios concedidos ao setor durante o período no Brasil.
Para o Bank of America (BofA), o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da estatal deve atingir US$ 18,4 bilhões no segundo trimestre, salto de 62% sobre o intervalo imediatamente anterior e o dobro do valor registrado um ano antes.
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O consenso compilado pela Bloomberg aponta para um Ebitda ajustado de R$ 91,3 bilhões para o trimestre (cerca de US$ 18 bilhões), com lucro líquido projetado em R$ 45,1 bilhões (cerca de US$ 9 bilhões) e receita líquida de R$ 161,62 bilhões (US$ 32 bilhões).
O Citi (C), por sua vez, projeta um Ebitda ajustado de aproximadamente US$ 18 bilhões, citando o aumento da produção e a melhora dos preços do petróleo e dos combustíveis como variáveis determinantes.
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O Citi projeta ainda distribuição de aproximadamente US$ 3,5 bilhões em dividendos, cifra em torno de 3% acima do verificado no mesmo período do ano anterior, com base na fórmula de remuneração da própria Petrobras.
Apesar do cenário operacional favorável, as instituições financeiras sinalizam riscos que limitam a valorização das ações. O Citi mantém sua recomendação neutra para a Petrobras, argumentando que o potencial de alta nos preços do petróleo é limitado e que os preços líquidos de diesel e gasolina devem permanecer estáveis até o final de 2026.
Adicionalmente, a prorrogação do imposto sobre a exportação de petróleo no país pesa sobre as projeções, o que levou o Citi a reduzir seu preço-alvo para os títulos de ADR de US$ 20,50 para US$ 19, e para PETR4 de R$ 49 para R$ 47 por ação.
Esses ajustes foram apenas parcialmente compensados por spreads de refino mais elevados, o que indica que parte do ganho operacional já está precificada nas expectativas.
No conjunto, as projeções convergem para um segundo trimestre historicamente forte para a Petrobras.
O desafio, segundo os analistas, está menos no resultado de curto prazo e mais na sustentabilidade desse desempenho diante de uma conjuntura em que o petróleo tende a estabilização. A tributação sobre exportações permanece como fator de pressão e a alocação de capital continua sob escrutínio, alertam.
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