Bloomberg Línea — Após anunciar mais uma descoberta de indícios de petróleo na Foz do Amazonas, a Petrobras (PETR3, PETR4) acredita que o potencial de produção na região é significativo.
“Essa descoberta é muito relevante. Tudo dando certo, vai nos ajudar na recomposição das reservas da Petrobras e do país”, disse a presidente da estatal, Magda Chambriard, em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (17), no Amapá.
A companhia anunciou na sexta-feira (14) que hidrocarbonetos foram identificados por meio de perfis e amostras de rocha no poço exploratório Morpho, na bacia da Foz do Amazonas.
Ela esclareceu que o achado é diferente de uma descoberta comercial. “Temos à frente uma sequência de estudos até chegarmos a uma conclusão. O que sabemos até agora confirma que nós temos razões para otimismo.”
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A diretora executiva de exploração e produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, disse que o maior investimento do projeto é na embarcação da sonda de exploração, que custa cerca de US$ 1 milhão por dia de utilização. No total, já foram desembolsados US$ 300 milhões somente para este fim.
“Faltam mil metros para chegar ao fundo do poço, esperamos terminar o mais rapidamente possível”, afirmou a executiva.
Chambriard acrescentou que a companhia está tocando o maior plano de emergência individual já visto no mundo para perfuração em águas profundas.
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“Não estamos produzindo a qualquer custo, nunca tivemos um único acidente perfurando petróleo em nossa fase exploratória, tanto no pré-sal quanto no pós-sal e em terra. A fase exploratória operada pela Petrobras nunca viu um acidente.”
Segundo ela, o plano de emergência inclui vasto apoio para eventuais incidentes, inclusive para a fauna, com embarcações dedicadas.
A expectativa é que a perfuração do poço termine em 15 dias e, a partir daí, a companhia poderá estudar quanto de petróleo há, de fato, na área. A empresa prevê perfurar mais três poços nesse bloco, após obtenção de licença ambiental.
“Temos outros poços para furar em blocos adjacentes. Este é um esforço exploratório gigantesco, que vai dizer o que o petróleo no offshore do Amapá tem para nos oferecer”, disse a CEO.
Chambriard lembrou que a descoberta mostra a continuidade do Brasil como produtor global relevante. Hoje, segundo a executiva, 80% do petróleo do país vem do pré-sal, com um pico de produção projetado para meados de 2034.
“A partir daí precisamos repor reservas para o país não perder a posição entre os dez maiores do planeta”, disse, acrescentando que hoje o Brasil é o sétimo maior produtor de petróleo bruto do mundo.
O bloco Morpho foi adquirido em 2013 na 11ª rodada de licitação da ANP. “Precisávamos descentralizar o investimento exploratório em benefício do Norte e Nordeste do país, e é isso que estamos fazendo”, disse.
Mais cedo, durante a cerimônia de detalhamento da descoberta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a exploração de petróleo no país, incluindo a Margem Equatorial.
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