GM cortará até 600 funcionários de TI no mundo para reestruturar área de tecnologia

Plano de demissões no departamento de tecnologia da informação (TI) envolve um esforço para reduzir custos e abrir espaço para a contratação de profissionais com habilidades em outras áreas de tecnologia

General Motors (GM)
Por David Welch

Bloomberg — A General Motors planeja demitir centenas de funcionários de seu departamento de tecnologia da informação (TI) em um esforço para reduzir custos e abrir espaço para a contratação de profissionais com habilidades em outras áreas de tecnologia.

Os cortes devem afetar entre 500 e 600 funcionários, segundo pessoas familiarizadas com o assunto que falaram com a Bloomberg News.

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A direção da empresa começou a notificar os trabalhadores afetados na manhã desta segunda-feira (11), disseram as fontes, que pediram anonimato para discutir um assunto interno.


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A GM confirmou a eliminação de postos de trabalho em resposta a perguntas da Bloomberg News. Os cortes decorrem de um esforço para reestruturar o departamento de TI e melhor posicionar a empresa para o futuro, disse a montadora em comunicado.

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As ações da empresa caíam 3,9% às 12h27 (horário de Nova York) nesta segunda-feira. Os papéis recuaram após atingir máxima histórica no início do ano e acumulam queda de cerca de 3,1% até o fechamento de sexta-feira, ante avanço de 8,1% do índice S&P 500 no mesmo período.

Ações da GM (GM)

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Os cortes afetarão escritórios da GM ao redor do mundo, enquanto a montadora busca aumentar os lucros em meio à estagnação das vendas nos Estados Unidos no início do ano.

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Em outubro, a GM já havia reduzido centenas de funcionários de colarinho branco, além de milhares de trabalhadores operacionais demitidos após os investimentos da empresa em veículos elétricos darem errado.

A montadora também tem trabalhado para transformar suas próprias operações de desenvolvimento de TI, com a adição de mais recursos computacionais e de software em seus veículos e o uso crescente de inteligência artificial em suas operações.

Ao mesmo tempo, a GM precisou impor disciplina interna enquanto tenta expandir os lucros com a inflação pressionada pela guerra no Irã.

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A empresa também promoveu cortes amplos em suas operações de veículos elétricos em resposta à desaceleração da demanda. A GM acumulou um total de US$ 8,7 bilhões em baixas contábeis relacionadas ao seu negócio de veículos elétricos.

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