Bloomberg — O empresário turco do setor de mineração Robert Yuksel Yildirim melhorou sua oferta para comprar o negócio de níquel da Anglo American no Brasil, aumentando a pressão sobre uma venda planejada para a chinesa MMG, que foi atrasada por uma investigação antitruste da União Europeia.
A CoreX Holding, de Yildirim, elevou sua proposta pelas duas unidades de ferroníquel e dois projetos greenfield para US$ 400 milhões à vista, disse ele à Bloomberg News em entrevista em Istambul.
Considerando também outros pagamentos condicionais, a nova oferta avalia os ativos brasileiros em até US$ 750 milhões no total, afirmou, sem detalhar os termos.
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A Anglo anunciou a venda para a MMG por US$ 500 milhões em fevereiro de 2025, mas a transação ainda não foi concluída devido a uma investigação em curso da UE sobre se o acordo elevaria os preços pagos pela indústria europeia para adquirir ferroníquel — um insumo-chave na produção de aço inoxidável.
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A UE busca reduzir sua dependência da China em minerais críticos, incluindo o níquel. A estatal China Minmetals Corp. é a acionista controladora da MMG.
Os preços de referência do metal, essencial para baterias, atingiram o maior nível em dois anos em meio à redução da oferta do principal produtor, a Indonésia.
Um porta-voz da Anglo se recusou a comentar.
A MMG e a Anglo concordaram, em novembro, em estender o prazo para cumprir as condições da venda até 30 de junho, com a empresa chinesa afirmando ser “incerto quanto tempo a Comissão Europeia poderá levar para concluir sua análise”.
A CoreX tenta expandir seu negócio de metais e mineração, que abrange 12 países e inclui cobre, ouro e cromo, além de uma produção anual de 80 mil toneladas de ferroníquel.
A empresa também está em negociações para adquirir ativos adicionais de cobre no Brasil, em Angola e na República Democrática do Congo, acrescentou Yildirim. Isso se seguiria à aquisição, por US$ 465 milhões, das minas de cobre de Carajás, da BHP, no Brasil, no ano passado.
A CoreX também conversa com governos no Chade, Tajiquistão e Turquia sobre potenciais projetos de antimônio, outro mineral crítico que tem sido afetado pelas tensões comerciais entre EUA e China, disse ele.
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