Audi corta projeções para 2026 com demanda mais fraca na China e tarifas dos EUA

A montadora do grupo Volkswagen reduziu as estimativas de receita e margem operacional após a piora das condições no mercado chinês, o aumento dos custos com tarifas dos EUA e os impactos do conflito no Oriente Médio

A demanda mais fraca por veículos de luxo na China e as tarifas dos EUA levaram a Audi a reduzir suas projeções para o ano
Por William Wilkes
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Bloomberg — O grupo Audi prevê uma queda nas vendas e na lucratividade neste ano, à medida que o agravamento das condições na China e as tarifas dos EUA prejudicam os esforços de recuperação da montadora.

A fabricante, de propriedade da Volkswagen, reduziu nesta segunda-feira sua previsão de margem operacional em um ponto percentual, para um mínimo de 5%. A empresa também revisou para baixo sua expectativa de receita, para um mínimo de € 58 bilhões (US$ 66,2 bilhões), ante uma previsão anterior de pelo menos € 63 bilhões.

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As montadoras alemãs estão sob pressão contínua, à medida que a demanda por veículos de luxo na China — outrora robusta — diminui e as tarifas de importação nos EUA elevam os custos. A Audi também citou o conflito no Oriente Médio como motivo para a revisão de suas projeções.


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Para o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, a prolongada desaceleração na Audi ameaça uma fonte crucial de lucro, enquanto ele luta para reduzir a capacidade e recuperar a rentabilidade. A margem operacional do grupo Audi, que também inclui a Bentley, a Lamborghini e a fabricante de motocicletas Ducati, ficou em 3,8% no primeiro semestre.

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A maior montadora da Europa reduziu sua previsão de receita na semana passada, mas manteve sua projeção de margem operacional, que pressupõe um desempenho mais sólido no segundo semestre.

Leia também: Volkswagen prevê recuo de até 3% nas receitas em 2026 com queda nas vendas na China

Na Audi, o CEO Gernot Döllner está cortando custos e planejando novos modelos para reanimar as vendas. Entre eles está o SUV Q9, carro-chefe da marca, que será lançado na América do Norte e na Europa no quarto trimestre.

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O desafio é mais acentuado na China, onde uma desaceleração no setor imobiliário está pesando sobre a demanda.

A Mercedes-Benz Group, a BMW e a Porsche enfrentam pressão semelhante, à medida que fabricantes como a BYD dominam o mercado de veículos elétricos e avançam cada vez mais para segmentos de preço mais elevado.

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