Bloomberg — A gigante portuguesa da construção Mota-Engil SGPS estuda a aquisição de uma fatia na Odebrecht Engenharia e Construção conforme as duas empresas estabelecem parcerias cada vez maiores em grandes projetos no Brasil.
As discussões, que estão em andamento, também podem levar à criação de um veículo de investimento conjunto, disse uma pessoa familiarizada com o assunto ouvida pela Bloomberg News (ela pediu para não ser identificada porque as negociações são privadas). Nenhuma decisão final foi tomada, acrescentou.
O jornal O Globo noticiou no domingo que a Mota-Engil estava perto de adquirir uma participação de 40% na Odebrecht, citando o colunista Lauro Jardim.
Um representante da Mota-Engil não comentou. A Odebrecht afirmou que não comenta especulações de mercado e que a busca por um sócio estratégico faz parte do plano de negócios apresentado na sequência de sua reestruturação financeira.
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A Odebrecht, fundada no Brasil em 1944, tornou-se uma das maiores empreiteiras da América Latina antes de ser atingida pelo escândalo de corrupção Lava Jato. Sua controladora, Novonor, anteriormente conhecida como Odebrecht, é um conglomerado que também possui empresas de transporte marítimo e de imóveis residenciais.
A Mota-Engil foi fundada em Portugal em 1946 e atualmente opera na Europa, África e América Latina. A família Mota é a maior acionista da empresa, com uma participação de 40,3%, seguida pela China Communications Construction como seu segundo maior acionista, com uma participação de 31%.
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A Mota-Engil e a Odebrecht juntaram-se recentemente à Galápagos Capital para ganhar a concessão da rodovia Rota dos Sertões, que abrange cerca de 502 quilômetros de estradas entre os estados da Bahia e Pernambuco. A concessão, com duração de 30 anos, prevê um investimento e custos operacionais de cerca de R$ 8,5 bilhões.
A Mota-Engil vem se expandindo no Brasil, onde recentemente adquiriu os 50% restantes da Empresa Construtora do Brasil, passando a deter o controle total da companhia.
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No ano passado, a Mota-Engil também ganhou a concessão para construir e operar o primeiro túnel submerso do país, ligando as cidades litorâneas de Santos e Guarujá. O projeto tem um investimento estimado em R$ 7,8 bilhões e um período de concessão de 30 anos.
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