Elo contrata Bank of America, UBS BB e Bradesco para IPO nos EUA, dizem fontes

Segundo pessoas com conhecimento do assunto que falaram com a Bloomberg News, a concorrente brasileira da Visa e da Mastercard trabalha para realizar o IPO no segundo semestre deste ano; Elo diz que não há decisão, e bancos não comentam

Estande da Elo marca no CONARH
Por Rachel Gamarski - Vinicius Andrade

Bloomberg — A Elo contratou o Bank of America, o Bradesco e o UBS BB para coordenar sua aguardada oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos, segundo pessoas com conhecimento do assunto que falaram com a Bloomberg News.

A empresa trabalha para realizar o IPO no segundo semestre deste ano, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque a informação não é pública.

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O plano indica que o mercado de IPOs no Brasil está ganhando força após recentemente encerrar uma seca de quase cinco anos. As ofertas públicas iniciais estavam em pausa em meio a elevadas taxas de juros e resgates expressivos na indústria de fundos de ações.


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A Elo, concorrente local de Visa e Mastercard, com mais de 34 milhões de cartões ativos em sua rede, pertence igualmente ao Banco Bradesco, Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal.

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Os bancos reestruturaram suas participações no ano passado em preparação para o IPO.

A Elo disse que não há decisão sobre um potencial IPO e que continuamente avalia alternativas estratégicas e oportunidades nos mercados de capitais.

BofA, UBS BB, Banco do Brasil não comentaram, enquanto que o Bradesco e a Caixa Econômica não responderam ao pedido de comentário feito pela Bloomberg News.

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Leia também: Bradesco BBI vê reabertura do mercado de IPOs no Brasil após listagem da Compass

A empresa, que também considerou abrir capital em 2021, mirando um valor de mercado de cerca de US$ 4 bilhões e uma tentativa de levantar US$ 1 bilhão, agora pretende captar até cerca de US$ 500 milhões, disseram as pessoas.

A retomada dos planos de IPO da Elo acompanha uma tendência mais ampla de empresas brasileiras em setores consolidados testando o mercado após a listagem da Compass Gás e Energia, empresa de infraestrutura energética, no Brasil neste mês.

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A Elo foi fundada há mais de uma década como uma joint venture para reduzir as taxas que bancos brasileiros pagam a empresas globais de pagamentos.

O crescimento foi impulsionado pelos clientes bancários e acelerado pela distribuição de auxílio social do governo por meio do aplicativo Caixa Tem durante a pandemia.

A companhia era mais dependente de cartões de débito do que suas rivais americanas, mas passou a diversificar os serviços à medida que o débito perdeu espaço para o Pix, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central.

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