Ibovespa cai na contramão de Wall Street e com novos ataques dos EUA no Oriente Médio

Principal índice da B3 não acompanhou a recuperação das bolsas americanas após notícia de possível extensão do cessar-fogo no Irã

After Hours

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) registrou seu terceiro pregão consecutivo de perdas após o Irã anunciar retaliação aos recentes ataques dos Estados Unidos ao país.

O principal índice da B3 caiu 0,39%, aos 175.063 pontos. Já o dólar recuou 0,57%, cotado a R$ 5,032, e devolvendo parte da alta da véspera.

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Fechamento 26/05/2026

O movimento acompanhou a incerteza do início do dia, quando a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou uma base aérea dos Estados Unidos em retaliação às ações americanas próximas ao Estreito de Ormuz – desdobramentos que colocaram o cessar-fogo na região em xeque.

Ao longo da tarde, porém, Wall Street passou a ganhar fôlego depois que uma reportagem do site americano Axios informou que EUA e Irã teriam avançado em um memorando de entendimento.


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Segundo a reportagem, negociadores dos EUA e do Irã concordaram com um memorando de entendimento de 60 dias para prorrogar o cessar-fogo e continuar as negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, o acordo ainda não teve a aprovação final do presidente Donald Trump, de acordo com a Axios.

Questionado sobre a possibilidade de um acordo provisório já ter sido fechado, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, limitou-se a dizer que “as equipes têm negociado continuamente”.

Ele reforçou que os principais pontos para o presidente Donald Trump — a reabertura do Estreito de Ormuz, a entrega, pelo Irã, de seu estoque de urânio altamente enriquecido e o fim do programa nuclear iraniano — continuam sendo condições indispensáveis para qualquer acordo.

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Os investidores podem estar subestimando as chances de uma reabertura “rápida” do Estreito de Ormuz desencadear uma ampla recuperação dos mercados financeiros, segundo Frank Flight, da Citadel Securities.

A conectividade de internet no Irã já voltou a cerca de 86% dos níveis registrados antes do conflito, após o apagão recente, o que sugere que Teerã espera uma desaceleração das tensões em breve, escreveu Flight, citando dados da NetBlocks. Aparições públicas de altos oficiais militares iranianos também indicam que a liderança do país avalia que o risco de uma escalada no curto prazo diminuiu.

“Mesmo que seja apenas um acordo de 60 dias para permitir a retomada do tráfego no Estreito, deve haver um rali de alívio, já que sérias disrupções na oferta estão se aproximando rapidamente”, afirmou o estrategista veterano Louis Navellier à Bloomberg News.

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Com informações da Bloomberg News

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