Ibovespa cai após Trump rejeitar contraproposta do Irã; dólar recua a R$ 4,88

Presidente americano classificou exigências de Teerã como ‘inaceitáveis'; preço do petróleo volta a subir

President Trump Departs White House For Florida

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) inicia a semana em queda após o presidente americano Donald Trump rejeitar a resposta do Irã para o plano de paz apresentado na semana passada pelos Estados Unidos.

A rejeição derruba o apetite por risco nos mercados globais nesta segunda-feira (11), o que pressiona o Ibovespa e renova as preocupações dos investidores com o fluxo de petróleo que circula pelo Estreito de Ormuz.

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  • Ibovespa (IBOV): -0,47% às 11h15, aos 183.250 pontos
  • Dólar comercial: -0,16% às 11h29, a R$ 4,886

A semana começa com aumento da aversão a risco nos mercados globais após Trump rejeitar a resposta do Irã ao plano de paz proposto pelos americanos, classificando as exigências de Teerã como inaceitáveis.

O Irã ofereceu transferir parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para um terceiro país, mas rejeitou a ideia de desmantelar suas instalações nucleares, informou anteriormente o Wall Street Journal.

“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã”, disse Trump em um post nas redes sociais. “Não estou gostando - TOTALMENTE INACEITÁVEL!”

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A reação elevou a tensão no Oriente Médio e deu nova força aos preços do petróleo, mas as bolsas americanas seguem operando perto da estabilidade.

  • Dow Jones: +0,01% às 11h15
  • S&P 500: +0,21% às 11h15
  • Nasdaq 100: +0,12% às 11h15
  • Petróleo Brent: +2,07% às 11h15, cotado a US$ 103,39 por barril

No Brasil, além do conflito no Oriente Médio, os investidores avaliam o Boletim Focus divulgado nesta manhã.

O relatório elevou a mediana para o IPCA de 2026 pela nona semana consecutiva, de 4,89% para 4,91%. O valor aumentou a distância do teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%.

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Além disso, economistas que participaram do relatório elevaram a projeção da Selic para 11,25% ante 11% para 2027 diante da maior pressão inflacionária com a guerra no Oriente Médio.

— Com informações da Bloomberg News

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