Ibovespa avança em sessão volátil, com fiscal no radar e à espera de ‘Super Quarta’

Investidores aguardam decisões de política monetária no Brasil e nos EUA na quarta-feira (1º), enquanto monitoram por aqui declarações sobre o fiscal

Traders na bolsa de valores de Nova York
PUBLICIDADE

Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV), que operava entre perdas e ganhos mais cedo nesta terça-feira (31), virou para leve alta com os investidores monitorando os yields globais e as preocupações com o fiscal no âmbito doméstico.

Por volta das 11h (horário de Brasília), o principal índice da bolsa de valores brasileira subia 0,21% aos 112.770 pontos. A sessão era de queda para as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), e de ganhos para as da Vale (VALE3). O dólar, por sua vez, era negociado a R$ 5,06, com alta de 0,25%.

PUBLICIDADE

Declarações recentes do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a meta fiscal contribuíram para uma redução na precificação de cortes dos juros na curva de juros brasileira para 2024.

Os investidores aguardam as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos na quarta-feira (1º de novembro). Por aqui, a expectativa é de novo corte de 0,50 ponto percentual da Selic, para 12,25% ao ano. Já nos EUA, o mercado espera uma manutenção das taxas.

Mais do que a decisão em si, os investidores estarão atentos às sinalizações dos BCs sobre os próximos passos, diante da forte alta no rendimento dos títulos do Tesouro americano e da maior cautela global.

PUBLICIDADE

Na avaliação do JPMorgan (JPM), os bancos centrais latino-americanos, que lideraram o aperto monetário após a pandemia e o início da flexibilização este ano, devem moderar os cortes de juros devido à deterioração das perspectivas globais.

À Bloomberg News, Cassiana Fernande, economista-chefe do banco para a região, disse que os BCs deverão agir de forma mais cautelosa, mantendo os juros mais elevados durante mais tempo do que o esperado.

Ainda na cena externa, o banco central japonês disse nesta terça-feira que adotará uma abordagem mais flexível para controlar os rendimentos dos títulos do governo com prazo de 10 anos, marcando uma mudança em relação ao compromisso anterior de realizar operações diárias de compra de títulos a 1%.

PUBLICIDADE

As ações mais negociadas nesta manhã eram:

Desempenho anterior

No pregão de ontem (30), o Ibovespa fechou no vermelho, com queda de 0,68%, aos 112.532 pontos. O volume das negociações ficou em R$ 974.179.900.

As ações com as maiores altas foram: Usiminas (USIM5), com +4,49%; CCR (CCRO3), com +2,54%; CSN Mineração (CMIN3), com +2,42%.

PUBLICIDADE

As de maior queda foram: Petz (PETZ3), com -4,86%; Braskem (BRKM5), com -5,47%; Magazine Luiza (MGLU3), com -6,16%.

No ano, o Ibovespa acumulava alta de 2,55% até o pregão anterior.

-- Conteúdo elaborado com auxílio de dados automatizados da Bloomberg.

Leia também:

De ativos em LatAm à eletrificação de frotas: os planos do Pátria em infraestrutura

Brasileira QI Tech levanta US$ 200 milhões em uma das maiores Série B da história