Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) apagou os ganhos vistos pela manhã e virou para queda nesta segunda-feira (30), após comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o cenário fiscal.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a meta de 2024 “não precisa ser zero” e minimizou os impactos de um possível déficit de 0,25% ou 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em entrevista coletiva nesta segunda, Haddad classificou as declarações de Lula como um “alerta”, mas evitou garantir que a meta de equilíbrio das contas públicas está mantida para o ano que vem.
Por volta das 14h20 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,55% aos 112.680 pontos. O dólar, por sua vez, era negociado a R$ 5,05, com alta de 0,68%.
A semana é decisiva para o rumo dos juros no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, a expectativa é de corte de 0,50 ponto percentual da Selic na quarta-feira (1º). Já nos EUA, o mercado espera uma manutenção das taxas, com os traders de olho em sinalizações sobre os próximos passos da política monetária.
Mais do que a decisão em si, os investidores estarão atentos nos EUA ao novo plano de financiamento do Tesouro americano.
Os yields atingiram os níveis mais elevados desde antes da crise financeira global, e ficou mais caro para o governo emitir dívida de longo prazo. Os investidores estão ansiosos para ver se as autoridades manterão o ritmo de aumento da oferta de Treasuries.
Ainda na cena externa, o conflito no Oriente Médio segue sendo monitorado, pressionando o preço de commodities, como o petróleo.
No âmbito doméstico, o relatório Focus, do Banco Central, elevou as projeções para a Selic em 2024 e 2025, de 9,00% para 9,25% e de 8,50% para 8,75%, respectivamente. Para este ano, contudo, os economistas consultados mantiveram as estimativas de juros a 11,75% em dezembro.
Desempenho no ano
No pregão da última sexta-feira (27), o Ibovespa fechou no vermelho, com queda de 1,29%, aos 113.301 pontos. O volume das negociações ficou em R$ 1.228.954.400.
As ações com as maiores altas foram: Usiminas (USIM5), com +4,18%; Vale (VALE3), com +3,48%; Bradespar (BRAP4), com +2,24%.
As de maior queda foram: Assaí (ASAI3), com -4,87%; Gol (GOLL4), com -5,59%; Grupo Soma (SOMA3), com -6,89%.
No ano, o Ibovespa acumulava alta de 3,25% até o pregão anterior.
-- Atualização das cotações às 14h20 (horário de Brasília)
-- Conteúdo elaborado com auxílio de dados automatizados da Bloomberg.
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