Futuros asiáticos sinalizam abertura estável em semana com inflação nos EUA

Primeira semana do ano encerrou-se como a pior para as ações globais desde outubro; dados de inflação nos EUA, Japão, China e Brasil estão no radar

Painel de ações em Tóquio, no Japão
Por Matthew Burgess
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Bloomberg — Os contratos futuros das ações asiáticas sinalizam uma abertura estável na segunda-feira (8), com o foco voltado para os relatórios de inflação dos Estados Unidos, Japão, Brasil e China nesta semana. Dados mistos de emprego e atividade na sexta-feira (5) desanimaram investidores e levaram à uma primeira semana negativa para os mercados.

As ações australianas pouco mudaram nas primeiras horas de negociação, enquanto os contratos em Hong Kong indicam um início estável. Já os mercados japoneses estão fechados devido a um feriado.

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O dólar e os futuros de ações dos EUA operam de lado depois que o índice S&P 500 subiu 0,2% na sexta-feira, seguindo dados que mostraram que as vagas de empregos superaram as expectativas nos EUA.

A semana passada encerrou-se como a pior para as ações globais desde outubro, pois os mercados foram abalados por uma enxurrada de emissões corporativas e sinalizações de que o Federal Reserve não tem pressa em cortar as taxas de juros.

Os traders agora estão de olho na divulgação de dados de inflação nos EUA nesta semana, enquanto mantêm esperanças de uma flexibilização monetária até março.

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“A primeira semana de 2024 trouxe sinais contraditórios nos dados”, escreveram economistas do Barclays, incluindo Christian Keller, em uma nota aos clientes. “O sólido crescimento do mercado de trabalho nos EUA, a ata cautelosa do Fed e uma economia dos EUA ainda robusta levantam dúvidas sobre as expectativas agressivas de corte de taxa do Fed pelos mercados.”

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O relatório de empregos payroll levou os investidores a reduzirem as apostas em cortes de juros mais rápidos e profundos pelo Fed.

No entanto, os traders de swaps eventualmente reformularam as apostas em cerca de 140 pontos-base de flexibilização este ano, com cerca de dois terços de chance de uma redução em março. Alguns em Wall Street mantiveram a expectativa na capacidade de o banco central arrefecer a economia, evitando uma recessão.

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Os dados pouco fizeram para mudar as opiniões dos economistas do Goldman Sachs (GS) e do JPMorgan (JPM), pois os bancos reiteraram suas previsões sobre cortes de juros.

“Este dado questiona a confiança do mercado em torno do corte de março”, disse Lindsay Rosner, gestora na Goldman Sachs Asset Management. “Temos três leituras de inflação entre agora e a reunião de março. Cada número conta.”

CPI no radar

A expectativa para a inflação nos EUA, a ser divulgada na quinta-feira, é que a medida recue ainda mais para 3,8% ao ano em dezembro, ante 4% no mês anterior, de acordo com uma pesquisa da Bloomberg.

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Relatórios na China e em Tóquio também são esperados, enquanto os investidores observam o Banco Popular da China para um afrouxamento da política monetária, enquanto o debate continua sobre quando o Banco do Japão começará a sair de suas configurações extremas.

“Espera-se que as taxas de Tóquio continuem a recuar e isso sublinhará a falta de pressão sobre o BOJ, especialmente na esteira do recente terremoto, para mudar a política”, disse Marc Chandler, estrategista-chefe de mercado da Bannockburn Global.

Em outros lugares, as ações da Boeing estarão em foco quando Wall Street abrir, à medida que as paralisações da aeronave 737 Max 9 se intensificam globalmente após um incidente em voo da Alaska Airlines.

Nos commodities, o petróleo permaneceu estável depois de subir na sexta-feira, consolidando um ganho semanal, à medida que as tensões no Oriente Médio e no Norte da África ofuscaram os sinais de enfraquecimento da demanda nos EUA.

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