Bloomberg Línea — O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos teve alta de 0,6% em agosto, após subir 0,2% no mês anterior. Já o núcleo do CPI (medida que desconsidera preços de itens mais voláteis como alimentos e energia) subiu 0,3% no mês, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (13) pelo Departamento do Trabalho americano.
Essa foi a primeira vez que o núcleo acelerou em seis meses. O núcleo é uma das principais medidas acompanhadas pelo Federal Reserve em sua decisão de política monetária. Isso porque fornece indicações mais precisas sobre a variação dos preços no país.
Na comparação anual, o núcleo subiu 4,3%, enquanto o indicador principal avançou 3,7%.
Estimativa mediana em pesquisa da Bloomberg apontava para alta de 0,2% do núcleo na base mensal e de 4,3% na anual. Já para o indicador geral, as estimativas eram de alta de 0,6% na comparação mensal e de 3,6% ante agosto de 2022.
Após a divulgação, os índices futuros de ações dos EUA ampliaram a queda. Por volta das 9h45 (horário de Brasília), o S&P 500 Futuro recuava 0,11%, enquanto o Nasdaq 100, com grande exposição ao setor de tecnologia, tinha perdas de 0,23%.
Reunião do Fed à vista
A divulgação do principal índice de inflação dos EUA é crucial para definir o tom do debate sobre o rumo dos juros no país. O dado de hoje tem ainda mais peso tendo em vista que a reunião de política monetária do Fed acontece na semana que vem.
Em agosto, durante o simpósio anual de Jackson Hole, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o banco central americano está preparado para aumentar ainda mais as taxas de juros, se necessário, e que pretende manter os custos de empréstimos elevados até que a inflação esteja em um caminho convincente em direção à meta de 2% do Fed.
A desaceleração da inflação subjacente nos últimos dois meses levantou a esperança de que o Fed encerrará os aumentos da taxa de juros depois de elevá-la para o intervalo de 5,25% a 5,5% em julho – o nível mais alto em 22 anos.
Os investidores veem atualmente as chances de outro aumento da taxa de juros em 2023 como um pouco abaixo de 50%, de acordo com os contratos futuros.
Embora autoridades do banco central, incluindo o presidente do Fed tenham recebido com satisfação o progresso observado nos recentes relatórios de inflação, eles também enfatizaram que o combate ao aumento dos preços ainda não acabou e alertaram que a contínua força na economia poderia exigir outro aumento da taxa.
O aumento na cotação do petróleo também complicou a perspectiva, levando a preços mais altos da gasolina e alimentando o temor de que o banco central possa optar por uma maior restrição monetária.
-- Com informações da Bloomberg News
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