Bloomberg Línea — Em dia de agenda esvaziada, os investidores monitoram nesta terça-feira (9) o desempenho das commodities no mercado internacional e as falas do membro do Federal Reserve Michael Barr.
O mercado segue à espera dos dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que serão divulgados na quinta-feira (11).
Os números do CPI serão acompanhados de perto enquanto traders questionam quando virá o primeiro corte de juros pelo Fed e qual será o tamanho da flexibilização monetária em 2024.
Na cena doméstica, destaque para a reunião do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, com líderes partidários nesta manhã.
Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (9):
1. Caso Boeing
A aérea americana United Airlines encontrou parafusos soltos em vários jatos Boeing 737 Max enquanto fazia inspeções nas aeronaves, após a falha estrutural de um avião de uma companhia aérea concorrente, a Alaska Air, em 5 de janeiro.
A descoberta de peças que parecem não ter sido devidamente apertadas na aeronave intensifica a análise minuciosa dos processos de fabricação da Boeing e de seu principal fornecedor, a Spirit AoeroSystems Holdings, que fabrica a fuselagem do 737 Max. Após uma queda de 8% das ações ontem, os papéis da Boeing ampliam as baixas antes da abertura dos mercados nesta terça.
2. Inflação no radar
Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e da inflação ao consumidor dos Estados Unidos são esperados nesta semana, enquanto investidores tentam balizar suas expectativas sobre a trajetória dos juros no Brasil e nos EUA, respectivamente.
Por aqui, a expectativa é de que o IPCA mostre inflação no intervalo da meta em 2023, enquanto nos EUA a Bloomberg Economics prevê que a desaceleração da inflação ao consumidor deve ser revertida, com um índice cheio de 0,2%, ante 0,1% em novembro, enquanto o núcleo deve ficar estável em 0,3%.
Falas de membros do Fed também serão monitoradas nos próximos dias.
3. Mercados
Ações e títulos recuam nesta terça, antes das leituras-chave de inflação dos EUA e da China previstas para mais tarde nesta semana, enquanto a temporada de resultados se inicia na sexta-feira.
Os futuros de ações dos EUA recuavam por volta das 8h (horário de Brasília), assim como o índice Stoxx 600 da Europa, à medida que os investidores ignoram os ganhos liderados por empresas de tecnologia que percorreram os mercados globais e impulsionaram um índice japonês para o maior patamar em 34 anos.
Michelle Bowman, do Federal Reserve, disse que a inflação poderia cair em direção à meta de 2% do banco central americano com as taxas de juros mantidas nos níveis atuais, oferecendo um possível respaldo para a redução dos custos de empréstimos se as pressões de preços diminuírem.
4. Manchetes dos principais jornais
Estado de S. Paulo: Que setores da economia brasileira vão bombar em 2024? Saiba quais são as apostas
Folha de S. Paulo: Evento de 8 de janeiro mostra Lula e STF com discursos alinhados, mas Congresso dividido
O Globo: Defesa da democracia mobiliza parlamentares nas redes, mas bolsonarismo domina repercussão
Valor Econômico: Banco Central não intervém no câmbio pela 1ª vez desde 1999
5. Agenda
Estados Unidos:
- 10h30: Balança comercial (novembro)
- 14h: Discurso de Michael Barr, do Federal Reserve
-- Com informações da Bloomberg News.
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