Cinco coisas que você precisa saber para começar esta sexta-feira

Investidores repercutem decisão do Conselho Monetário Nacional na quinta, enquanto digerem índice de preços de gastos com consumo nos EUA

Sede do Banco Central em Brasília: meta de inflação definida para 2026 (Foto: Andressa Anholete/Bloomberg)
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Bloomberg Línea — Os investidores monitoram nesta sexta-feira (30) a divulgação do índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que deve ser publicado às 9h30, no horário de Brasília. O indicador é o preferido do Federal Reserve (Fed) para avaliar as pressões inflacionárias subjacentes.

No Brasil, o mercado reage à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definiu a meta da inflação em 3% para 2026. A partir de 2025, segundo o conselho, o regime de meta passará a ser contínuo, ou seja, terá um período de apuração de cumprimento de prazo maior que um ano.

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Na zona do euro, o núcleo da inflação reacelerou em junho, um revés para o Banco Central Europeu (BCE), que pode reforçar sua determinação de elevar os juros no próximo mês. A medida dos ganhos subjacentes dos preços ao consumidor, que exclui itens como combustível e alimentos, ficou em 5,4% — logo abaixo da estimativa mediana em uma pesquisa da Bloomberg com economistas.

No cenário corporativo, a Apple (AAPL) está prestes a se tornar a primeira empresa a atingir um valor de mercado de US$ 3 trilhões, o mais recente sinal do domínio das gigantes de tecnologia no mercado de ações americano.

Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (30):

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1. Meta da inflação

A decisão do CMN de manter a meta da inflação a 3% para 2026 pode reforçar o caso para que o Banco Central (BC) realize cortes mais agressivos nas taxas de juros do Brasil já em agosto deste ano, segundo a Bloomberg Economics.

A decisão do colegiado do conselho, formado pelos ministros Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, além do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, era antecipada como “o melhor cenário” por analistas, ao manter uma faixa de tolerância de 1,5 ponto percentual, ajustando o sistema para introduzir uma meta de inflação contínua.

O mercado ampliou as apostas em um corte da Selic após o CMN. A curva de juros elevou a precificação de corte da taxa básica para cerca de 34 pontos-base em agosto, o que implica chance, embora minoritária, de diminuição de 0,50 ponto percentual. Para o último Copom do ano, o corte é precificado em 64 pontos.

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2. Maçã de US$ 3 trilhões

A Apple está prestes a se tornar a primeira empresa a atingir um valor de mercado de US$ 3 trilhões, o mais recente sinal do domínio das gigantes de tecnologia no mercado de ações americano.

O marco, que pode ser cravado já no fechamento desta sexta-feira (30), ocorre na sequência de um rali que acrescentou mais de US$ 900 bilhões ao valor da empresa.

“A razão pela qual a Apple supera o mercado por mais de uma década não é porque os investidores estão sendo imprudentes, mas porque ela está executando uma estratégia de negócios que funciona. Seu plano de ganhos está funcionando e a fidelidade do consumidor está ficando cada vez mais forte”, disse Jonathan Curtis, diretor de gestão de portfólio do Franklin Equity Group.

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3. Mercados

Os futuros de ações dos EUA avançam na última sessão do segundo trimestre, enquanto os títulos do Tesouro estendem uma liquidação provocada pelo crescimento econômico robusto dos EUA e pelos dados de empregos que alimentaram as apostas em mais aumentos nas taxas de juros.

Os contratos para o S&P 500 subiam cerca de 0,4% por volta das 8h50 (horário de Brasília), com o indicador subjacente fechando um terceiro ganho trimestral consecutivo. Os futuros do Nasdaq 100, por sua vez, tinham alta de 0,5%, indicando que o índice deve estender seu aumento de 37% desde o início do ano.

Entre as companhias, as ações da Nike (NKE) caem antes da abertura dos mercados em Nova York depois que as perspectivas para o ano do varejista não impressionaram os analistas.

Os resultados também mostraram que a Nike ainda não conseguiu vender seus grandes estoques de produtos armazenados que afetaram a lucratividade.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Cármen, Kassio e Moraes decidem hoje futuro político de Bolsonaro, que pode ficar fora das eleições por 8 anos

Folha de S. Paulo: TSE caminha para tornar Bolsonaro inelegível por uso da Presidência para deslegitimar eleições

O Globo: TSE retoma julgamento que deve tornar Bolsonaro inelegível; saiba o que já ocorreu

Valor Econômico: Juro menor ganha força em agosto com decisão da meta de inflação, dizem economistas

5. Agenda

Acontece hoje, nos Estados Unidos, a divulgação do PMI Chicago, às 10h45, no horário de Brasília. Às 11h, são publicadas as expectativas de inflação a cinco anos, a confiança do consumidor pela Universidade de Michigan, o índice de percepção do consumidor e as expectativas de inflação.

Às 14h, é divulgada a contagem de sondas Baker Hughes. As posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC referentes ao petróleo, ouro, Nasdaq 100 e S&P 500 são publicadas às 17h30.

No mesmo horário, são divulgadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC referentes ao real no Brasil. Na zona do euro, as posições líquidas referentes ao euro.

-- Com informações da Bloomberg News.

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