Cinco coisas que você precisa saber para começar esta sexta-feira

Investidores continuam preocupados com aperto monetário no mundo e isso se reflete em aumento dos juros futuros; bitcoin tem nova queda

Bitcoin tem semana de queda acima de 10% no preço em momento de alta dos juros futuros no mundo
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Bloomberg Línea — Em um dia com agenda de dados econômicos menos intensa nesta sexta-feira (18), investidores continuam a monitorar sinais que possam indicar quais serão os próximos passos da economia global em relação ao aperto monetário.

Nos Estados Unidos, economistas preveem uma economia mais forte no próximo ano e um aumento menor no desemprego, o que sustenta a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) manterá as taxas de juros mais altas por um período prolongado.

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No mercado de criptomoedas, a calmaria parece estar perto de acabar — e a perspectiva de juros mais altos por mais tempo provocou uma venda em massa de ativos de risco como o bitcoin (XBTUSD), levando a liquidações em massa de apostas otimistas.

Com tanta incerteza sobre a economia, as ações globais caminham para sua pior semana desde março e os investidores continuam a lidar com os riscos de uma inflação enraizada e taxas de juros futuras que subiram acentuadamente nas últimas semanas.

Outro problema que continua no radar é a crise na China. Por lá, as autoridades chinesas intensificaram os esforços nos últimos dias para fortalecer os mercados financeiros, o que indica que Pequim está ficando desconfortável com a rapidez das quedas nas ações e no yuan.

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Mais cedo, foram divulgados dados da Europa, como a inflação da zona do euro e as vendas no varejo no Reino Unido. A inflação na zona do euro caiu em julho, o que deve diminuir a pressão do Banco Central Europeu (BCE) sobre as taxas de juros.

No Brasil, os traders aguardam o andamento de propostas como o arcabouço fiscal (que deve ser votado na semana que vem) e a reforma tributária no Congresso.

Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (18):

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1. Fim da calmaria?

Um período de calma incomum nos mercados de criptomoedas terminou abruptamente nesta semana, à medida que o cenário de taxas de juros mais altas por um período prolongado provocou uma venda em massa de ativos de risco como o bitcoin, levando a liquidações em massa de apostas otimistas.

A queda fez com que o bitcoin caísse de quase US$ 29.000 para US$ 25.314 em um período de 24 horas, antes que a maior criptomoeda se recuperasse ligeiramente nas primeiras negociações europeias na sexta-feira. Mais de US$ 1 bilhão em posições foram desfeitas durante a venda, de acordo com dados da Coinglass.

O bitcoin continua 60% acima do patamar em que começou o ano, superando facilmente outros ativos de desempenho positivo como as ações de tecnologia. No entanto uma série de ventos contrários — desde o aumento nos rendimentos dos títulos até as pressões regulatórias e a fragilidade econômica na China — ameaçam minar o apelo de ativos como as criptomoedas.

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2. Um problema mundial

No mundo todo, os investidores de títulos estão finalmente percebendo que os rendimentos historicamente baixos dos últimos tempos podem ter desaparecido de vez. A economia dos EUA, surpreendentemente resiliente, o aumento da dívida e dos déficits e as preocupações crescentes de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros altas por mais tempo estão impulsionando os rendimentos dos títulos do Tesouro com vencimentos mais longos de volta aos níveis mais altos em mais de uma década.

Isso provocou uma revisão do que será considerado “normal” no mercado de títulos do Tesouro. No Bank of America (BAC), estrategistas estão alertando os investidores para se prepararem para o retorno do “mundo dos 5%”, que prevalecia antes de a crise financeira global dar início a uma longa era de taxas de juros quase zero nos Estados Unidos.

E a BlackRock (BLK) e a Pacific Investment Management (Pimco) afirmam que a inflação pode permanecer persistentemente acima da meta do Fed, abrindo espaço para que os rendimentos de longo prazo subam ainda mais.

3. Mercados

As ações caíram abruptamente nesta manhã de sexta-feira, levando o benchmark global da MSCI a caminho da maior perda semanal desde março, à medida que preocupações com a China e as taxas de juros globais mais altas enfraqueceram o sentimento do mercado.

O Stoxx 600 da Europa caiu 0,9% e os futuros de ações dos EUA indicaram quedas, ampliando a venda que afetou diversos ativos de risco. O bitcoin caiu 4% e o petróleo estava a caminho de sua primeira perda semanal desde junho.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Alexandre de Moraes quebra sigilos bancário e fiscal de Bolsonaro e Michelle no caso das joias

Folha de S. Paulo: Avanço do arcabouço fiscal cria impasse sobre piso de gastos com Saúde em 2023

O Globo: Aliados de Bolsonaro atribuem confissão de Mauro Cid a desespero

Valor Econômico: Moraes autoriza quebra dos sigilos bancário e fiscal de Bolsonaro e Michelle

5. Agenda

Na agenda dos Estados Unidos, às 14h, será divulgada a contagem de sondas Baker Hughes. Às 17h30, serão divulgadas as posições líquidas do petróleo, ouro, Nasdaq 100 e S&P 500.

No Brasil, são publicadas as posições líquidas do real.

-- Com informações da Bloomberg News.

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