Bloomberg Línea — Os investidores estão de olho nesta segunda-feira (14) na divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
O relatório Focus, do Banco Central, também é repercutido hoje, com as projeções de economistas para indicadores como inflação, juros e câmbio no Brasil.
Na Argentina, o pré-candidato de extrema direita Javier Milei surpreendeu e liderou as eleições primárias. A etapa é crucial para determinar quais candidatos avançarão para disputar a presidência nas eleições gerais de outubro.
Nos Estados Unidos, os economistas do Goldman Sachs (GS) projetam cortes nas taxas de juros a partir do segundo trimestre de 2024, seguidos por um ritmo gradual de cortes trimestrais.
Embora o Federal Reserve (Fed) queira normalizar as taxas de juros assim que a inflação estiver mais próxima da meta, os formuladores de políticas não precisarão fazer isso com urgência, disseram economistas.
Na China, a crise continua e uma grande gestora de fortunas parece estar em apuros. Uma unidade da Zhongzhi Enterprise deixou de pagar vários fundos de investimento com papéis high yield na carteira. A empresa disse que planeja realizar reuniões com detentores de títulos sobre acordos de pagamento.
Confira a seguir cinco destaques desta segunda-feira (14):
1. Relatório Focus
O relatório Focus desta semana elevou as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, de 2,26% para 2,29%. Também foram elevadas as expectativas para o câmbio em dezembro, de R$ 4,90 para R$ 4,93.
Já as estimativas para os demais indicadores foram mantidas: os economistas consultados pela autoridade monetária seguem vendo a Selic a 11,75% ao fim do ano e a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,84%.
2. IBC-Br
O IBC-Br apresentou aceleração em junho na comparação mensal, para 0,63%, vindo de uma queda de 2% no mês anterior.
O índice ficou pouco abaixo do esperado pela economista da Bloomberg Economics, Adriana Dupita, que previa uma alta de 0,7%.
3. Mercados
As ações e os títulos sobem em negociações instáveis nesta segunda-feira (14), com os investidores monitorando a crise imobiliária na China e os crescentes riscos financeiros na potência asiática.
O índice Stoxx 600 avançava com as notícias da China ajudando a conter os temores de contágio para mercados mais amplos. O índice abriu ligeiramente em baixa, acompanhando as quedas na Ásia.
Em Wall Street, os futuros de ações dos EUA avançavam, com os contratos do Nasdaq 100 subindo até 0,2% por volta das 9h (horário de Brasília). Os rendimentos do Tesouro se estabilizaram perto de seu nível mais alto desde novembro.
4. Manchetes dos principais jornais
Estadão: Ultradireitista Javier Milei surpreende e aparece com maior votação nas eleições primárias na Argentina
Folha de S. Paulo: Javier Milei surpreende e lidera primárias dominadas por direita na Argentina
O Globo: Congresso quer ampliar emendas que governo é obrigado a pagar e controlar liberação de recursos
Valor Econômico: Oferta de fundo imobiliário beira os R$ 11 bilhões
5. Agenda
Na China, às 23h, no horário de Brasília, serão divulgados dados sobre investimento em ativos fixos, produção industrial, vendas no varejo e a taxa de desemprego na China. Por fim, acontece a coletiva de imprensa do DNE.
-- Com informações da Bloomberg News
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