Bloomberg Línea — Os investidores nesta segunda-feira (22) ficam atentos ao discurso de Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), dias antes da decisão da autoridade monetária sobre as novas taxas de juros da Europa, que acontece na quinta-feira (25).
No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do programa Roda Viva, na TV Cultura, após uma semana marcada por negociações em torno da medida provisória da reoneração da folha de pagamento, destinada a elevar a arrecadação do governo.
Hoje também foi divulgado o relatório Focus, do Banco Central (BC), que mostrou nova queda nas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2024. Na sexta-feira (26) é divulgado o IPCA-15 de janeiro, que pode ser decisivo para as expectativas em torno da decisão do Copom, na semana seguinte.
Confira a seguir cinco destaques desta segunda-feira (22):
1. Relatório Focus
O relatório Focus, do Banco Central, mostrou uma leve queda nas projeções para a inflação de 2024, de 3,87% para 3,86%.
As estimativas para o câmbio também foram reduzidas, de R$ 4,95 para R$ 4,92. O Produto Interno Bruto (PIB), por sua vez, subiu de 1,59% para 1,60%.
Já as expectativas para taxa Selic foram mantidas no mesmo patamar, de 9,00% ao ano em dezembro.
2. Expectativas sobre BCE
A notável robustez do mercado de trabalho na zona do euro desafia as expectativas de cortes iminentes nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).
O desemprego atingiu recentemente uma mínima recorde em meio àquilo que configura como a primeira recessão desde a pandemia. O aumento salarial que acompanha essa situação significa que os funcionários do BCE não podem declarar que a inflação está sob controle, apesar de ter caído para menos de 3%.
A presidente Christine Lagarde afirmou na semana passada em Davos que o crescimento salarial pode ter um “impacto sério” nos planos do BCE. Assim como muitos de seus colegas, ela quer “ver os dados” sobre os salários para 2024 antes de reduzir os custos de empréstimos — uma mensagem que provavelmente reforçará quando falar com os repórteres após a decisão de política nesta quinta-feira.
No entanto, esses números só chegarão na primavera, o que está além do período em que os investidores estimam que o BCE começará a flexibilizar. E, dado o mistério em torno do mercado de trabalho, a sua resiliência pode se estender ainda mais, potencialmente adiando ainda mais os cortes nas taxas.
3. Mercados
As bolsas globais avançaram, com os futuros dos EUA indicando mais um recorde para Wall Street, enquanto os investidores continuam a apostar na queda das taxas de juros e em uma forte temporada de resultados. O índice Stoxx 600 da Europa subiu 0,5%, com ações de bancos, imobiliárias e tecnologia entre os líderes do avanço.
Os contratos futuros do índice Nasdaq 100 subiram 0,6%, enquanto os do S&P 500 avançaram 0,3%, após este se tornar o último dos três principais índices de ações dos EUA a atingir um recorde de fechamento.
Os mercados de ações ignoraram a alta das taxas de juros em janeiro, apostando na resiliência da economia dos EUA, na convicção de que os bancos centrais começarão a cortar as taxas de juros ainda este ano e nos sinais de que o impulso da inteligência artificial está prestes a continuar.
Enquanto isso, os resultados da maioria das empresas do S&P 500 surpreenderam positivamente durante a última temporada de resultados.
4. Manchetes dos principais jornais
Estado de S. Paulo: Valor de mercado de empresas do setor imobiliário cresce quase o triplo do Ibovespa; veja quais são as maiores
Folha de S. Paulo: Lula teme desaceleração, e governo mapeia medidas para aumentar o PIB
O Globo: Governo planeja leiloar 56 projetos, com investimentos de R$ 173 bi; veja quais são as obras
Valor Econômico: Venda de ações em blocos soma R$ 16,3 bi e bate recorde
5. Agenda
Zona do Euro:
- 11h: Discurso de Christine Lagarde, Presidente do BCE
Estados Unidos:
- 12h: Índice de Indicadores Antecedentes dos EUA
-- Com informações da Bloomberg News.
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