Cinco coisas que você precisa saber para começar esta segunda-feira

Investidores aguardam divulgação de indicadores econômicos e da ata do Copom para entender os próximos passos na política monetária

Crudo, petroleo
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Bloomberg Línea — Após uma semana intensa, com decisão sobre as taxas de juros no Brasil, Estados Unidos, Japão e Inglaterra, os investidores procuram nesta segunda-feira (25) sinais sobre a economia brasileira no relatório Focus, do Banco Central.

Nos próximos dias, os olhares também se voltam para a divulgação de índices econômicos importantes. Na terça-feira (26) é divulgada a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que dará ao BC oportunidade para fazer um ajuste fino no tom do comunicado e esclarecer o alerta sobre o fiscal, segundo Adriana Dupita, da Bloomberg Economics.

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Dois dias depois, a autoridade monetária faz a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), seguida de falas do presidente Roberto Campos Neto e do diretor Diogo Guillen.

Nos Estados Unidos, seguem os temores sobre uma recessão e de que as taxas de juros não devem cair tão cedo, dadas a recente alta do petróleo e sinalizações do Federal Reserve (Fed),

Dois funcionários do Fed afirmaram que pelo menos mais um aumento na taxa de juros é possível e que os custos de empréstimos podem precisar permanecer mais altos por mais tempo para que o banco central consiga trazer a inflação de volta à sua meta de 2%.

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Confira a seguir cinco destaques desta segunda-feira (25):

1. Relatório Focus

Economistas consultados pelo relatório Focus, do BC, revisaram para cima as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2023, de 2,89% para 2,92%.

As expectativas para os demais indicadores permaneceram inalteradas às vésperas da divulgação da ata do Copom.

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Para 2023, o mercado segue apostando em alta de 4,89% para o IPCA, taxa Selic de 11,75% ao ano e câmbio de R$ 4,95 em dezembro.

2. Alta no petróleo

O petróleo subiu cerca de 25% desde o final de junho, com os preços a caminho do maior ganho trimestral desde março de 2022. O movimento acontece graças às restrições de fornecimento dos principais membros da Opep+ (Arábia Saudita e Rússia) e às perspectivas mais otimistas nas duas maiores economias, os Estados Unidos e a China.

Essa alta reacendeu a discussão sobre a possibilidade de o petróleo atingir a marca de US$ 100 por barril, ao mesmo tempo em que aumenta as pressões sobre os preços nos países importadores.

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“Já defendemos há muito tempo um equilíbrio apertado no mercado de petróleo”, disse Arne Lohmann Rasmussen, chefe de pesquisa da A/S Global Risk Management. “Dadas as condições fundamentais, acreditamos que a probabilidade de uma queda significativa nos preços diminuiu. Portanto, acreditamos que o nível atual representa uma oportunidade de compra.”

Existem muitos sinais de aperto no mercado físico. Na semana passada, a Rússia anunciou uma proibição temporária das exportações de diesel e gasolina, o que elevou os preços dos combustíveis. Além disso, os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram novamente na semana passada, e os estoques no hub de armazenamento de Cushing, Oklahoma, estão muito baixos.

Enquanto isso, a China está se preparando para o feriado da Semana Dourada a partir de sexta-feira, com um intervalo mais longo do que o usual que impulsionará a demanda por combustível de aviação no maior importador de petróleo do mundo. Mais de 21 milhões de pessoas devem voar durante os oito dias, após um tráfego recorde de passageiros aéreos em julho e agosto.

3. Mercados

As ações europeias caem nesta segunda-feira, seguindo o exemplo dos mercados asiáticos, à medida que a preocupação com as dívidas das empresas imobiliárias chinesas pesa no sentimento.

O índice Stoxx 600 caía 0,7% por volta das 8h50 (horário de Brasília), enquanto as quedas nos mercados de ações da China, Austrália e Coreia do Sul puxavam um índice de ações regional para baixo pela quinta vez em seis dias.

Um índice da Bloomberg Intelligence que acompanha as empresas imobiliárias da China afundou até 6,6%, caminhando para sua pior sessão em nove meses.

Novos sinais de preocupação em relação às empresas imobiliárias chinesas foram destacados pela decisão do China Evergrande Group de cancelar uma reunião com credores, aumentando os temores sobre seu grande endividamento.

4. Manchetes dos principais jornais

Estadão: Lula abre espaço para grupo de Lemann influenciar decisões de R$ 6,6 bilhões na educação

Folha de S. Paulo: Número de pessoas atingidas por desastres ligados a chuvas em 2022 é o maior em dez anos

O Globo: Estados e prefeituras contrariam TCU e ocultam gastos de R$ 5,4 bi em emendas Pix

Valor Econômico: Contribuintes vão poder negociar débitos bilionários com a União

5. Agenda

No Brasil, as atenções se voltam para os indicadores econômicos. Às 8h30, no horário de Brasília, foram divulgadas as Transações Correntes em dólares (USD). Além disso, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) em dólares para o mesmo mês será anunciado.

Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) está no centro das atenções. Às 10h, a presidente do BCE, Christine Lagarde, fará um discurso. Além disso, Isabel Schnabel, membro do BCE, também fará um pronunciamento importante no mesmo horário.

Nos Estados Unidos, a agenda econômica inclui um discurso de Neel Kashkari, membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) às 19h. ELe compartilhará suas perspectivas e insights sobre a economia dos EUA.

-- Com informações da Bloomberg News

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