Bloomberg Línea — Os investidores acompanham nesta quarta-feira (20) a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
No Reino Unido, dados mostraram que a inflação desacelerou muito mais do que o esperado, fortalecendo as apostas em cortes nas taxas de juros.
No cenário corporativo, a Americanas (AMER3) conseguiu na noite de terça-feira (19) a aprovação formal dos principais credores ao seu plano de recuperação judicial.
Confira a seguir cinco destaques desta quarta-feira (20):
1. RJ da Americanas é aprovada
A Americanas conseguiu na noite de terça-feira (19) a aprovação formal dos principais credores, incluindo alguns dos maiores bancos do país, ao seu plano de recuperação judicial. O aval, que representa um novo capítulo em um dos maiores escândalos corporativos da história do país, se deu em votação em Assembleia Geral de Credores realizada de forma virtual.
O plano aprovado prevê uma capitalização de R$ 24 bilhões, com termos que abrem caminho para que o trio de acionistas de referência, os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, da 3G e fundadores da Ambev (ABEV3), aumente sua participação de 30,1% para até 49,3% do capital.
Lemann, Telles e Sicupira, que estão entre as três pessoas mais ricas do Brasil, vão entrar com metade desse valor, ou seja, R$ 12 bilhões.
A diferença virá da conversão de dívida detida por bancos credores em ações. Esse grupo, que inclui Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e BTG Pactual, entre outros, vai chegar com o acordo a até 48,2% do capital da varejista, com lock-up (proibição de venda de ações) de três anos.
Na prática, tais bancos serão obrigados a aceitar descontos de até 80% em relação aos créditos que detinham da Americanas antes da recuperação judicial.
2. S&P eleva rating do Brasil
A agência de classificação de risco S&P Global Ratings elevou o rating soberano do Brasil da posição de “BB-” para “BB”. A decisão ocorre seis meses depois de a S&P ter indicado uma perspectiva positiva para o país.
A posição ainda está dois degraus abaixo do patamar de grau de investimento, que classifica países com boa situação fiscal e baixo risco de calote.
Na decisão, a S&P afirma que país tem feito uma reforma fiscal positiva e tem uma continuidade de política pragmática nos últimos sete anos. A agência também destaca as instituições do país como fortes.
3. Mercados
As ações globais operam sem direção única nesta quarta-feira, com maior risco de uma recessão econômica na Europa e à espera de dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos.
No Reino Unido, os custos de empréstimo de 10 anos recuaram até 11 pontos-base, à medida que a inflação mais lenta do que o esperado reforçou o argumento para cortes nas taxas do Banco da Inglaterra no próximo ano. Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano caíram 5 pontos-base para 3,9%, uma queda de mais de 40 pontos-base neste mês.
Os dados do Reino Unido “somam-se às evidências crescentes de que a inflação global começou a enfraquecer de maneira mais abrangente”, disse Christoph Rieger, chefe de pesquisa de taxas do Commerzbank.
Por volta das 8h30 (horário de Brasília), os índices futuros em Wall Street cediam até 0,3%, enquanto na Europa os ganhos alcançavam os 0,70% no índice FTSE.
4. Manchetes dos principais jornais
Estadão: Vera Rosa: Lula quer que ministros defendam PAC e façam propaganda do governo em ano eleitoral
Folha de S. Paulo: Com explosivos e túneis, garimpo encurrala indígenas e Estado em terra superinvadida
O Globo: Bolsa bate recorde puxada por Petrobras, que já subiu 60% este ano. Veja por que estatal disparou
Valor Econômico: Com reformas, S&P eleva nota do Brasil
5. Agenda
Estados Unidos:
- 9h: Índice do Mercado Hipotecário
- 10h30: Transações Correntes
- 12h: Confiança do Consumidor de dezembro
- 12h: Vendas de Casas Usadas
- 12h30: Estoques de Petróleo Bruto e em Cushing
- 15h: Leilão de títulos de 20 anos
Brasil:
- 9h: IBC-Br
- 14h30: Fluxo Cambial Estrangeiro
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